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Pensamento do dia:

"Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção."

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Possessão

quinta-feira, 4 de agosto de 2011



Ele chega e me toma
Presença ostensiva, que me olha e doma...
Me junta, me arrasta, não pede licença.
O corpo responde,
a vergonha se esconde,
e o prazer explode...

Desde a carícia leve, medida,
até a mão mais ousada, atrevida,
que tem resposta imediata
de um corpo já domado e adestrado...

Cada músculo, cada sentido, cada célula,
sabe sua marca e o momento de atuar
na dança louca do prazer que alucina,
transcende, domina...

E, de repente, ele se vai...
Tão livre quanto chegou,
mas vai tão cheio de mim
que não me pode esquecer...

E deixa...
Uma saudade, um vazio e a certeza
de que tudo vai se repetir...


Metade

quarta-feira, 27 de julho de 2011



Dia pela metade
Semana pela metade
Vida pela metade...
Um grito silencioso de dor
Ninguém ouve
Ninguém percebe
Apenas o peito
rasga e sangra
num esboço de gesto...
Mãos espalmadas se perdem no ar
As lágrimas
que o vento seca
são transformadas em areia
e ferem os olhos

A dor é inteira
Angústia inteira
Momento intenso
De tantas metades vividas
Rasgadas, largadas, sentidas...
O peito ôco indaga da vida:
Onde está... a outra metade?


Poemeto

terça-feira, 19 de julho de 2011



Palavra afiada.
Poesia cortante.
Emoção pulsante
Sangrando paixão.

Meu homem

segunda-feira, 18 de julho de 2011



Boa tarde, pessoal!
Finalmente, depois de um longo tempo, consigo cumprir a promessa de trazer algo de nova autoria, um sangue novo, vida nova para o blog.
Uma poesia linda, da minha amiga "baiúcha", Arlene Araújo , essa baiana apimentada que mora aqui no sul e já tem muito do nosso jeito também, rsrs...
Ela me mandou pelo Facebook, pedindo a minha opinião e eu me encantei de imediato... tenho certeza de que vocês também vão se encantar...

Meu homem

Ficou pra trás o dia em que a irônia do meu querer te chocou.
Susto, laço, inquietação, pausa para o cigarro.
Sensibilidade: remover o medo, a insegurança e o temor.
Hoje, nessa noite de massa fria, vestimos a cama com nossos corpos nus.
Te quero urgentemente sem pressa, enquanto tu, meu homem, bebe em mim
e me adentra de mala e cuia, expandindo meu horizonte interior.
Suga meus peitos, que tem o número das tuas mãos e boca.
Cola teus lábios aos meus e aquece a minha boca com a tua saliva quente
Me acolhe com o teu olhar de desejo.
Me enlaça com tuas pernas e deixa eu sentir tuas coxas.
Acaricia com tuas mãos suaves, o meu corpo trêmulo e febril.
Me envolve no teu gozo, me deixa atordoada; Sorri pra mim e diz com voz macia: "Oi mainha".

Arlene Lopes de Araújo.
15/07/2011


Luz e Sombra

quinta-feira, 7 de julho de 2011


Sou uma e sou duas

Sou real e sou dual
Sou santa, beata, raio de luz...
Pecadora, profana, mundana...
Aquela que te olha e seduz.
Que te arrasta ao delírio,
que se pune no martírio
de perder-te ao final...
Sofro tua ausência
Choro tua partida
como uma viúva no cais...
Clamo pela louca e desatinada indecência
de desejar-te pra sempre meu.
Volta...?



Vício

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Você chega pra mim

na medida do meu desejo...
Se despe do pudor,
se agarra ao meu corpo,
se cola, se farta e me rouba
a energia, a luz, a alegria...

Parte e me deixa ôca...
Olhar embaçado, corpo cansado,
mãos vazias e tristes...
E um coração apaixonado e vadio,
bicho selvagem, em eterno cio,
Que te deseja de qualquer jeito,
que te quer em mim
seja qual for o preço...


Desatino

sexta-feira, 1 de julho de 2011


Ele é o meu passo mal dado...

O desejo que sinto, encarnado...
A volúpia que me toma, desarma e domina...
É a tempestade que chega,
me arrasta, devasta e alucina.

Paixão que queima e explode...
Minha nitroglicerina.
Fogo, alimentado com gasolina...

A palavra que desarma,
o olhar que enternece...
e a loucura, que simplesmente, acontece...

Solidão

sexta-feira, 10 de junho de 2011


Numa homenagem ao Dia dos Namorados que se aproxima, um texto carregado de emoção, escrito por alguém só, mas que não desistiu de acreditar e esperar o amor verdadeiro...


No meio da noite ela abre os olhos, na cama...
Na solidão gelada dos lençóis, o corpo arde,
Numa febre insana de desejos inconfessáveis...
Os olhos, novamente se fecham...e os pensamentos
Mergulham num baú de lembranças...

Ela sente e revive....toques, beijos,
Delírios, desejos...
Perfumes...gostos...
Desejos...gozos...
Desejos...desejos...desejos...

O corpo arde, convulsiona e as mãos se crispam
Sobre o lençol gelado...
As unhas arranham nervosamente o cetim..
Os olhos se abrem e a solidão é maior e mais densa...

O quarto parece maior e mais frio...e ela
Se recolhe a um canto... as lágrimas teimam em rolar,
Lembrando a dor da escolha...
De viver à margem de si mesma...

Desejo

terça-feira, 31 de maio de 2011


Rasgava o peito em versos

que se derramavam e espalhavam
rapidamente por sobre o papel...

Tomavam espaços, se encaixavam,
enquanto a poesia sangrava o peito e os olhos aflitos...

E a métrica simulava o ballet dos corpos.
Distribuía os versos como suspiros, sussurros...
e todas as notas que compõem a sinfonia do amor,
dos corpos que dançam unidos, entrelaçados,
querendo se fazer um...

ainda que por um breve instante...