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"Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção."

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Humor

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Viajando por uma região de canibais, um  arqueólogo chega a uma lanchonete escondida no meio da selva. O cardápio chama sua atenção.
Restaurante Canibal - Só servimos carne importada



- Missionário inglês frito.........................US$   30,00
- Turista americano à moda do chef........US$   25,00
- Político brasileiro ao forno...................US$  250,00
- Político brasileiro do PT ao forno........US$ 5.000,00
Não aceitamos cheques.
Intrigado com a disparidade de preços, ele pergunta ao dono da espelunca a razão dos pratos elaborados com políticos brasileiros serem tão caros. O empresário, então, lhe explica:
- Bom, o cara lá do Brasil, que exporta para nós, garante que político brasileiro é muito difícil de ser caçado, principalmente do PT. Para piorar, meu cozinheiro disse que eles levam horas e horas cozinhando.
E tem mais: o senhor, por acaso, já tentou limpar um deles?

Ideli Salvatti promete liberar verba para emendas, mas avisa a aliados que número de cargos é limitado

O GLOBO
Entrevista

Publicada em 12/06/2011 às 23h56m
Adriana Vasconcelos e Luiza Damé
A nova ministra [da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, em foto de Aílton de Freitas
BRASÍLIA - A nova articuladora política do governo, a petista catarinense Ideli Salvatti, parece disposta a deixar no passado a sua fama de trator. Focada na missão recebida pela presidente Dilma Rousseff de pacificar o PT e garantir uma interlocução mais eficiente do Planalto com a base aliada, não perdeu tempo. Seu primeiro telefonema, após receber o convite para a Secretaria de Relações Institucionais, foi para o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, com quem pretende ter sua primeira reunião logo após ser empossada nesta segunda-feira. Também já estabeleceu contato com o presidente do PT, Rui Falcão. Ideli afirma que vai acelerar as nomeações de segundo e terceiro escalões, mas avisa que não há espaço para todos no governo. Também promete a liberação da segunda etapa de emendas parlamentares, que soma R$ 250 milhões. Tranquiliza a oposição e quem teme a "braveza" das novas integrantes da equipe palaciana, o que inclui a petista paranaense Gleisi Hoffmann. Garante que todas nunca perderão o lado "mãezona".
VOTE: O troca-troca nos ministérios vai melhorar a articulação política do governo?
"Vamos constituir com o PT uma forma de diálogo. Teremos de ter capacidade política para organizar a fila (ao distribuir cargos)"
O que precisa mudar na articulação política do governo?
IDELI SALVATTI: A maior parte das reclamações é no sentido de que as conversas acontecem, mas os resultados não se concretizam. Vamos nos dedicar, neste primeiro momento, de, efetivamente, concretizar o que é possível. Até porque todos têm o entendimento de que nem toda demanda, expectativa ou desejo será realizado.
A senhora se refere às nomeações para o segundo e terceiro escalões e à liberação de emendas?
IDELI: Tivemos aquela primeira etapa daqueles recursos que a presidente anunciou na marcha dos prefeitos, que já se concretizou. Agora nós temos a segunda parte, cerca de R$ 250 milhões. O ministro Luiz Sérgio (seu antecessor, que ficará em seu lugar no Ministério da Pesca) me disse que os limites para os ministérios já estão engatilhados, para a liberação das emendas dos parlamentares.
As nomeações serão aceleradas?
IDELI: A prioridade vai ser essa, tudo que estiver pronto deve ser concretizado.
A presidente Dilma está disposta a participar desse novo modelo de articulação política?
IDELI: A presidente já vem fazendo isso. Estão faltando apenas duas bancadas do Senado para ela receber, a do PR e a do PP. Depois, ela vai fazer isso também com a Câmara, talvez com um desenho um pouco diferente, pelo tamanho de algumas bancadas. Sinto da parte da presidente vontade de continuar a estreitar sua relação com os partidos.
Qual o papel do vice-presidente Michel Temer nesse processo?
IDELI: A primeira pessoa para quem liguei após o convite, que a presidente oficializou na sexta-feira, foi exatamente o vice-presidente Michel Temer. Já combinamos uma primeira conversa. Primeiro o vice-presidente, depois o Senado e a Câmara. Esta minha primeira semana será de oficializar o pedido de ajuda e colaboração, de abrir portas, para termos trânsito e constituirmos uma interlocução mais próxima da base com o governo.
Qual a sua opinião sobre a atuação do PT no episódio que culminou com a saída de Antonio Palocci da Casa Civil e com a troca de ministros na Secretaria de Relações Institucionais?
IDELI: Todos os partidos têm as suas disputas de espaço. Alguns deixam isso mais público, outros menos. Vamos constituir com o PT uma forma de diálogo. Não tem espaço para todos. Teremos de ter capacidade política para organizar a fila. Já tive uma conversa sobre isso com o Rui Falcão.
Com o racha do PT, o PMDB ganhou força e busca aumentar seu poder de influência dentro do governo. Isso preocupa?
IDELI: O PMDB é governo, está na Vice-Presidência da República, tem a responsabilidade de contribuir, de forma efetiva, para que o governo, que é da Dilma e do Temer, dê certo. Tenho a clareza de que vou poder contar com o PMDB. Inclusive para poder distensionar qualquer problema na base. O PT e o PMDB têm papel-chave na harmonia da coligação.
Será montada uma espécie de conselho político, ainda que informal, que possa atuar especialmente nos momentos de crise?
IDELI: Vivenciamos uma situação em que havia uma concentração de expectativas no papel de Palocci. A forma como a própria presidente também articulava, no sentido de Palocci acompanhar a maior parte das agendas, dava uma baixa operacionalidade. Esse formato, por si só, já dificultava. Havia momentos em que precisávamos falar com Palocci, mas conseguíamos às 22h. Isso foi modificado com esse redesenho. Segunda-feira, às 8h30m, Gilberto (Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República), Gleisi e eu vamos nos reunir para combinarmos a dinâmica desse novo modelo.
Com as mudanças, o governo Dilma ficou mais com a cara dela, até pelo perfil das mulheres que ela escolheu para compor a sua nova equipe palaciana. Isso assusta os homens?
IDELI: Os homens não têm o direito de se assustar com mulher (risos). Eles sabem muito bem, até porque todos eles respeitam suas respectivas mães, que mulher tem essa sensibilidade, quando precisa ser dura é dura, quando precisa ser carinhosa é carinhosa. Diferentemente de boa parte dos homens, conseguimos não só fazer várias coisas diferentes ao mesmo tempo, como também fazemos de forma diferente várias coisas.
É correto dizer que a presidente, ao escolher sozinha seus novos ministros, reforçou sua autoridade e sinalizou que não cederá a pressões ou ameaças da base?
IDELI: A presidente Dilma já demonstrou, durante o período em foi ministra de Minas e Energia, em seguida, depois, na Casa Civil e agora que não titubeia em exercer a sua liderança e o seu comando. Quando ela está efetivamente convencida, age. A surpresa é a preocupação demonstrada por ela em como reduzir danos, em evitar injustiças que poderiam estar sendo cometidas com as pessoas. Aí entra a feminilidade, o jeito feminino de fazer. Ela é líder, comanda, mas não deixa de ser mãezona.
A interferência do ex-presidente não abre espaço para especulações sobre uma possível volta de Lula em 2014, o que abortaria uma reeleição da presidente?
IDELI: Não vejo dessa forma. Primeiro, porque acho que a eleição da presidente Dilma deixou clara a aprovação de um projeto que foi construído em conjunto por Lula e Dilma. Ele reconhece o papel que Dilma teve nesse projeto e tem dado apoio integral às ações da presidente. Além disso, ele já colocou de forma clara o processo de reeleição da presidente Dilma em 2014. Tenho convicção de que as tarefas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma estão muito claras.
Dizem que a oposição está um pouco temerosa com a sua nomeação...
IDELI: Por quê? As manifestações mais positivas que tive vieram da oposição do Senado. Em alguns momentos, tivemos de fazer enfrentamentos duros. É inadmissível um líder da oposição ameaçar o presidente da República com uma surra (ela se referiu a um episódio envolvendo o então líder do PSDB, Arthur Virgílio). Ninguém vai querer, numa situação dessa, que a líder do governo vá dar beijinho nele. O clima do plenário é uma coisa, as mesas de conversa, de articulação não se dão ali. Não tenho problema com a oposição. Não farei mais discurso na tribuna. Em minha nova tarefa, o comportamento é outro.
Como será sua dobradinha com a ministra Gleisi?
IDELI: É impossível dissociar a articulação política da Casa Civil. Temos de estabelecer parcerias. Por exemplo, vamos votar a MP (medida provisória) que flexibiliza os procedimentos das obras da Copa. Conto com o apoio e a ação da ministra Gleisi, que está encarregada de fazer toda a gestão das obras da Copa. Terei de contar com ela nas conversas com os governadores e com os parlamentares.
O Palácio virou o Clube da Luluzinha, e os homens que se cuidem?
IDELI: Os homens não precisam se preocupar, porque nós cuidamos deles. Aliás, se tem alguém bem cuidado é o homem. A gente cuida como mãe, como namorada, como esposa, como filha. Cuidar é conosco mesmo. Precisamos, para o bem do país e o sucesso do governo, que haja harmonia entre homens e mulheres.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/12/ideli-salvatti-promete-liberar-verba-para-emendas-mas-avisa-aliados-que-numero-de-cargos-limitado-924668064.asp#ixzz1P9JUqpKA
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Primeira-dama e vice-prefeito de Campinas são procurados pela polícia

Primeira-dama e vice-prefeito de Campinas são procurados pela polícia

por Lilian Venturini
10.junho.2011 11:18:02
ESTADÃO
Tatiana Fávaro
A primeira-dama de Campinas, Rosely Nassim dos Santos, e o vice-prefeito, Demétrio Vilagra, tiveram prisão decretada na noite desta quinta-feira, 9, e são considerados foragidos da Justiça. Rosely foi ouvida pelo Ministério Público na semana passada e é apontada como centro de suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos desmantelado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço da Promotoria do Estado de São Paulo. Nova operação da Polícia Civil e do Ministério Público, nesta sexta-feira, 10, está em andamento para cumprir os mandados de prisã.
Além deles, tiveram mandados de prisão expedidos pela 3ª Vara Criminal de Campinas outros cinco ex-funcionários da administração Hélio de Oliveira Santos (PDT): o ex-secretário de Comunicação Francisco de Lagos e os ex-diretores Ricardo Candia (Prefeitura) e Aurélio Cance Junior (Sanasa), ainda não encontrados; e o ex-secretário de Assuntos de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, e o ex-diretor comercial da Sanasa, Marcelo Figueiredo, ambos presos na manhã desta sexta.
Em maio, polícia e Ministério Público deflagraram megaoperação com 20 mandados de prisão de suspeitos de envolvimento em suposta organização criminosa que teria causado prejuízos de R$ 615 milhões aos cofres públicos. Sob acordo de delação premiada, Luiz Augusto Castrillon de Aquino, ex-presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa), revelou em janeiro deste ano detalhes do suposto esquema de corrupção.

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/06/10/policia-prende-2-em-nova-operacao-contra-fraudes-na-prefeitura-de-campinas/

Dilma não foi responsável por crise, diz FHC


Ex-presidente disse ainda que é cedo para julgar como será o trabalho da nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti

10 de junho de 2011 | 22h 15

ESTADÃO

Anne Warth e Gustavo Uribe / SÃO PAULO - Agência Estado
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta sexta-feira, 10, que a presidente Dilma Rousseff não foi responsável pela recente crise que resultou na queda de Antonio Palocci, da Casa Civil, e o remanejamento de ministérios com a ida de Ideli Salvatti para as Relações Institucionais e de Luiz Sérgio para a Pesca. "Era melhor não ter perdido (um ministro-chefe), mas a presidente não é responsável por isso. Acontece", afirmou durante um jantar de comemoração de seus 80 anos, na Sala São Paulo, na capital paulista.
Fernando Henrique disse ainda que é cedo para julgar como será o trabalho da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que assumirá o cargo na segunda-feira, 13. "Não conheço a Ideli e é cedo para julgar. Como eu fui presidente, eu sei como é isso. A gente tem que esperar que as coisas aconteçam. Eu ficava muito irritado quando julgavam minhas intenções, o que eu iria fazer, vamos esperar um pouquinho", disse.
Battisti
Sobre a permanência do ex-ativista italiano Cesare Battisti no Brasil, FHC disse que se fosse presidente não teria tomado a mesma decisão que o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou. "Eu não discuto decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), mas se eu, se fosse presidente, não teria concordado. Mas, enfim, o Supremo declarou que o presidente é quem resolve e então está resolvido", comentou.
O ex-presidente também evitou criticar seus colegas de partido que não apoiam a descriminalização das drogas. "Não acho que isso seja uma questão partidária, e é bom que não seja discutido no âmbito dos partidos. Tem que ser debatido pela sociedade, não estou cobrando isso de líder nenhum", ressaltou. Ele afirmou ainda que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não pode comparecer ao evento porque está em viagem ao México.
A festa do ex-presidente está sendo realizada na Sala São Paulo, no centro da capital, e reúne aproximadamente 500 convidados, entre políticos, artistas, ex-integrantes de seu governo e ministros do STF.

Dilma cede a pressões e agora quer manter sigilo eterno de documentos

Dilma cede a pressões e agora quer manter sigilo eterno de documentos

Ideli Salvatti disse ao ‘Estado’ que governo vai atender a reivindicações dos senadores e ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor para facilitar tramitação do projeto no Senado

ESTADÃO
12 de junho de 2011 | 22h 00

Eduardo Bresciani, de O Estado de S. Paulo
A presidente Dilma Rousseff vai patrocinar no Senado uma mudança no projeto que trata do acesso a informações públicas para manter a possibilidade de sigilo eterno para documentos oficiais. Segundo a nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o governo vai se posicionar assim para atender a uma reivindicação dos ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), integrantes da base governista.
A discussão sobre documentos sigilosos tem como base um projeto enviado ao Congresso pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009. No ano passado, a Câmara aprovou o texto com uma mudança substancial: limitava a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo de sigilo. Com isso, documentos classificados como ultrassecretos seriam divulgados em no máximo 50 anos. É essa limitação que se pretende derrubar agora.
"O que gera reações é uma emenda que foi incluída pela Câmara. Vamos recompor o projeto original porque nele não há nenhum ruído, nenhuma reação negativa", disse Ideli ao Estado.
Acatar a mudança defendida pelos ex-presidentes é a forma encontrada para resolver o tema, debatido com frequência no Senado desde o início do ano. O governo cogitou fazer um evento para marcar o fim do sigilo eterno - Dilma sancionaria a lei em 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Temerário
O desfecho não foi assim por resistência de Collor. Presidente da Comissão de Relações Exteriores, ele decidiu relatar a proposta e não deu encaminhamento ao tema. No dia 3 de maio, o ex-presidente foi ao plenário e mandou seu recado ao Planalto ao classificar de "temerário" aprovar o texto como estava. "Seria a inversão do processo de construção democrática."
Desde então, a votação vem sendo adiada repetidas vezes. Na semana passada, Dilma almoçou com a bancada do PTB no Senado. Na ocasião, Collor teria manifestado sua preocupação sobre o tema e exposto argumentos contrários ao fim do sigilo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-cede-a-pressoes-e-agora-quer-manter-sigilo-eterno-de-documentos,731457,0.htm

Gol cancela voos por causa de vulcão Puyehue hoje e na segunda

12/06/2011 - 23h09

FOLHA DE SÃO PAULO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Atualizado em 13/06/2011 às 02h00.
A Gol informou que cancelou os voos programados para a noite de domingo (12) e a manhã de segunda-feira (13) com origem e destino nas cidades de Buenos Aires e Rosário, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai. O motivo é a reaproximação das nuvens expelidas pelo vulcão Puyehue na região.
Veja galeria de imagens do vulcão chileno
Veja imagens dos aeroportos afetados pelo vulcão
A empresa afirmou que providenciará reacomodações sem cobrança das taxas previstas e vai reembolsar integralmente os passageiros que preferirem cancelar a viagem.
A companhia afirmou em nota já ter começado a contatar os clientes que terão a programação alterada, via telefone, SMS e e-mail. Para mais informações, os passageiros podem telefonar para a central de relacionamento da Gol nos números: 0300-115-2121 (Brasil); 0810-266-3232 (Argentina); e 5098-2403-8007 (Uruguai).
Para clientes de outras localidades que viajariam entre os destinos afetados, a orientação é permanecer em suas cidades de origem e verificar a situação dos voos com a empresa antes de se dirigir ao aeroporto.
Informações atualizadas estão sendo publicadas no blog da GOL. Passageiros que já estejam nos terminais à espera de seus voos serão atendidos pelas equipes de terra.
A Gol justificou os cancelamentos afirmando que "opera sob um rigoroso padrão de segurança e que só realiza decolagens quando encontra as condições necessárias para fazê-lo sem riscos".
A Aerolíneas Argentinas também emitiu uma nota na noite de domingo informando sobre o cancelamento de seus voos com origem e destino nos aeroportos de Ezeiza e Aeroparque, em Buenos Aires, até as 14h desta segunda-feira, quando serão reavaliadas as condições meteorológicas.
PUYEHUE
Nesta semana, diversas chegadas e partidas entre a capital argentina e aeroportos brasileiros foram canceladas pelo avanço da nuvem de cinzas do do vulcão chileno Puyehue. As cinzas também afetaram voos domésticos no Brasil.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/929062-gol-cancela-voos-por-causa-de-vulcao-puyehue-hoje-e-na-segunda.shtml

Lula diz que Supremo reconheceu 'acerto' de sua decisão

10/06/2011 - 17h05

FOLHA DE SÃO PAULO
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu o acerto de sua decisão ao manter Cesare Battisti no Brasil.
"Não vejo nenhuma razão para a Itália não tratar isso como uma questão da normalidade democrática e soberana do Brasil. O que eu fiz está exatamente no tratado que nós temos com a Itália. Portanto, eu acho que é normal algumas pessoas reclamarem e outras ficarem felizes, mas o Brasil não abriria mão da sua soberania. A Suprema Corte reconheceu o acerto da decisão do presidente da República", disse ele ao se encontrar com o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala.
Senadores criticam decisão do Supremo de libertar Battisti
Battisti pede visto de permanência no Brasil
Itália vai recorrer de decisão sobre Battisti no Tribunal de Haia
Supremo valida decisão de Lula e manda soltar Battisti
Imprensa internacional destaca decisão do STF sobre Battisti
Entenda o caso envolvendo Battisti
A Itália convocou seu embaixador no Brasil após a decisão brasileira de não extraditar o ex-guerrilheiro de esquerda, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália.
Battisti foi condenado na Itália por quatro assassinatos. A decisão do STF de manter a orientação do ex-presidente de não extraditar o italiano fez aumentar as tensões nas relações entre Brasil e Itália, com várias autoridades italianas classificando a medida como uma "vergonhosa violação de acordos internacionais".
A convocação foi decidida para aprofundar, junto a outras instâncias competentes, os aspectos técnico-jurídicos relativos à aplicação dos acordos bilaterais existentes, em vista das iniciativas e das ações a serem desenvolvidas no mérito dos tribunais internacionais.
Na quarta-feira, por 6 votos a 3, a Corte brasileira determinou expedição de alvará de soltura, e Battisti deixou o presídio da Papuda, em Brasília, onde esteve preso desde 2007.
Ontem, o italiano entrou no Ministério do Trabalho com pedido de visto de permanência no Brasil. Segundo a pasta, o caso será analisado pelos conselheiros do CNIg (Conselho Nacional de Imigração) na próxima reunião do órgão, marcada para o dia 22 de junho.
Battisti fez parte do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), grupo terrorista de extrema esquerda que atuou na Itália dos anos 70, os "anos de chumbo". E foi condenado pela Justiça de seu país à prisão perpétua por participação em quatro assassinatos cometidos pelo grupo em que atuava.
Ele sempre negou a autoria dos crimes e disse que sofreu perseguição política. Seu argumento chegou a convencer o então ministro da Justiça brasileiro Tarso Genro, que concedeu a ele, no final de 2008, o status de refugiado político. Na ocasião, Tarso argumentou que existia "fundado temor de perseguição política" caso Battisti fosse enviado à Itália.
REPERCUSSÃO
O governo italiano expressou ontem seu "profundo desgosto" pela decisão do STF de não extraditar Battisti, e afirmou que irá recorrer da decisão brasileira em outras instâncias internacionais, inclusive no Tribunal Internacional de Justiça de Haia.
O primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, afirmou em um comunicado oficial que a decisão da Justiça brasileira "não levou em consideração a expectativa legítima de que se faça justiça, em particular para as famílias das vítimas de Battisti".
"A Itália irá continuar com sua ação e ativar as instâncias judiciais oportunas para garantir o respeito dos acordos internacionais que unem os dois países por vínculos históricos de amizade e solidariedade", disse o premiê.
Já o chefe da diplomacia italiana, Franco Frattini, anunciou que seu país "irá ativar imediatamente qualquer mecanismo jurídico possível junto às instituições multilaterais competentes, em particular o Tribunal Internacional de Justiça de Haia, para conseguir a revisão desta decisão que não é coerente com os princípios gerais do direito e as obrigações previstas pelo direito internacional".
Frattini declarou que a decisão tomada pelo STF "ofende o direito à justiça das vítimas dos crimes cometidos por Battisti e está em contradição com as obrigações presentes nos acordos internacionais que unem os dois países".

Alan Marques/Folhapress
O ex-ativista italiano Cesare Battisti ao deixar a penitenciária da Papuda na madrugada desta quinta-feira
O ex-ativista italiano Cesare Battisti ao deixar a penitenciária da Papuda na madrugada desta quinta-feirahttp://www1.folha.uol.com.br/poder/928317-lula-diz-que-supremo-reconheceu-acerto-de-sua-decisao.shtml 

STJ anula provas obtidas pela Operação Satiagraha

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Por 3 votos a 2, ministros concluem que foi ilegal a participação de integrantes da Abin na investigação

Estadão
07 de junho de 2011 | 20h 13

Mariângela Gallucci, de O Estado de S. Paulo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou nesta terça-feira as provas obtidas pela Operação Satiagraha, que resultou na condenação por corrupção do banqueiro Daniel Dantas, dono o grupo Opportunity, a 10 anos de prisão. Por 3 votos a 2, a 5.ª Turma do STJ concluiu que foi ilegal a participação de integrantes da Agência Nacional de Inteligência (Abin) nas investigações.
A maioria dos ministros aceitou um pedido de habeas corpus no qual os advogados do banqueiro solicitaram a anulação das provas obtidas na investigação e a extinção da ação penal na qual Dantas foi condenado por tentativa de suborno a policiais. Autor do voto de desempate, o presidente da 5.ª Turma, Jorge Mussi, afirmou que os agentes da Abin não poderiam ter atuado de forma clandestina nas apurações.
"Poderia a Abin, numa operação compartilhada, participar dessa investigação? Eu penso que sim, mas com autorização judicial", disse Mussi. "Poderia ela participar sem autorização judicial? Poderia, se fosse requisitada. Mas o que não pode é na clandestinidade, de forma oculta", respondeu. "Não é possível que esse arremedo de prova possa levar a uma condenação com esse tipo de prova. Essa volúpia desenfreada de se construir arremedo de prova acaba por ferir de morte a Constituição desse País. É preciso que se dê um basta, colocando freios inibitórios antes que seja tarde", afirmou Mussi.
O presidente da 5.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) citou jurisprudência tradicional do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece a teoria dos "frutos da árvore envenenada". De acordo com essa teoria, provas obtidas de forma irregular podem contaminar uma investigação. Entre essas provas estão escutas telefônicas, interceptações telemáticas de e-mails e ação controlada. "Não posso admitir que essa prova seja usada contra um cidadão do meu País para se buscar uma condenação", disse Mussi. "Toda prova decorrente de investigação ilícita não deve ser admitida", afirmou.
O advogado Andrei Zenkner Schmidt, que defendeu Dantas, disse que a decisão de hoje acarreta a nulidade de todas as provas amparadas na Operação Satiagraha e deverá levar à prejudicialidade das outras ações que tramitam na Justiça de 1.ª Instância, inclusive uma contra o banqueiro.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,stj-anula-provas-obtidas-pela-operacao-satiagraha,729260,0.htm

Prefeito de Campinas apresenta defesa à Câmara Municipal

07/06/2011 - 20h49

Folha de São Paulo
MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS
Investigado por uma Comissão Processante na Câmara Municipal de Campinas (93 km de São Paulo), o prefeito da cidade, Hélio de Oliveira Santos, o dr. Hélio (PDT), apresentou nesta terça-feira (7) sua defesa aos vereadores, que avaliarão um possível impeachment.
PSOL de Campinas pede investigação de vice-prefeito
PT de Campinas vai decidir em assembleia se rompe com prefeito
Nova decisão diminui 'blindagem' de primeira-dama de Campinas
A abertura da comissão foi aprovada por unanimidade na Câmara em 23 de maio.
A proposta teve como base investigações do Ministério Público sobre supostas fraudes em licitações da Prefeitura, principalmente referente a obras e serviços da Sanasa (empresa mista de tratamento de água e esgoto da cidade).
No mês passado, a Justiça determinou a prisão temporária de 14 empresários e agentes públicos, incluindo o vice-prefeito da cidade, Demétrio Vilagra (PT).
Eles são suspeitos de integrar um esquema de cobrança de propinas supostamente comandado pela primeira-dama e ex-chefe de gabinete, Rosely Nassim Santos.
As denúncias são investigadas pelo Ministério Público desde 2009 e até agora não apontaram participação de dr. Hélio no esquema de corrupção.
O vereador que propôs a comissão, Artur Orsi (PSDB), argumentou que a câmara tem como função verificar atos do Executivo e que, ainda que não mencionado diretamente nas investigações, o prefeito poderia ser responsabilizado pelo que ocorreu em seu governo.
Segundo o presidente da comissão, vereador Rafa Zimbaldi (PP), a partir de quarta (08), os três vereadores terão cinco dias para analisar a argumentação apresentada pelo advogado do prefeito, Alberto Rollo.
Na próxima segunda-feira, eles poderão arquivar o processo ou dar sequência, passando a ouvir testemunhas e colher depoimentos. A defesa do dr. Hélio apresentou 20 nomes que poderão ser chamados pela comissão.
Procurado pela reportagem, o advogado do prefeito disse que não estava autorizado a passar detalhes sobre a argumentação apresentada na defesa de dr. Hélio.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/926803-prefeito-de-campinas-apresenta-defesa-a-camara-municipal.shtml

Nova ministra diz que focará atuação na gestão de projetos

07/06/2011 - 19h55

Folha de São Paulo
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
Em sua primeira entrevista, a nova ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT) disse nesta terça-feira que a sua gestão vai ser mais técnica do que política. Sem comentar seu perfil duro nas negociações políticas que ficou conhecida no Senado, Gleisi disse que sabe da responsabilidade e do desafio que tem pela frente.
O governo Dilma Rousseff enfrenta críticas de aliados e da oposição em relação a articulação política. Gleise não quis comentar como ficará a negociação com o Congresso, que vinha sendo assumida por seu antecessor na Casa Civil, Antonio Palocci, que perdeu força desde que a Folha revelou em maio que ele multiplicou por 20 seu patrimônio.
"Ela disse que meu perfil é um perfil que se adequa ao que ela pretende agora na Casa Civil, que é o acompanhamento dos projetos do governo. Portanto, é uma ação de gestão. A presidenta quer uma gestão mais técnica na Casa Civil".
Gleisi ainda comentou a saída de Palocci. "Para nós, é um momento triste. Sabemos do relatório da procuradoria [Ministério Público Federal] que colocou de forma clara a situação do ministro que não há problema é uma pena perder o ministro Palocci."
A posse de Gleisi será nesta quarta-feira, 16h30, no Palácio do Planalto.

Filiada ao PT desde 1989, a futura ministra da Casa Civil foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul na gestão de Zeca do PT e secretária de Gestão Pública da Prefeitura de Londrina.
Em 2002, compôs a equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, onde seria nomeada a diretora financeira da Itaipu Binacional. Ali permaneceu até início de 2006, ano em que disputaria seu primeiro cargo eletivo. Na disputa por uma vaga ao Senado Federal, não conseguiu se eleger.
Tornou-se presidente do PT no Paraná e, em 2008, candidatou-se à prefeitura de sua cidade natal, Curitiba, mas obteve o segundo lugar, com 18,17% do votos.
Em 2010, disputou novamente o cargo de senadora, elegendo-se como a mais votada, juntamente de Roberto Requião (PMDB).
DEMISSÃO
Palocci entregou na tarde de hoje carta à presidente solicitando o seu afastamento do governo federal, conforme anteciparam Vera Magalhães e Julio Wiziack.
"O ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta. Considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento", diz nota do ministério.
CRISE
A crise que levou à saída de Palocci teve início no dia 15 de maio, após a Folha revelar que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010.
A Projeto, empresa aberta por ele em 2006 --quando o ministro afirmou ter patrimônio de R$ 356 mil-- comprou, em 2009 e 2010, imóveis em região nobre de São Paulo no valor total de R$ 7,5 milhões. A Folha também mostrou que o faturamento da empresa foi de R$ 20 milhões em 2010, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma à Presidência da República.
Em entrevista exclusiva à Folha, Palocci afirmou que não revelou sua lista de clientes a Dilma, atribuiu as acusações a ele a uma "luta política" e disse que ninguém provou qualquer irregularidade na sua atuação com a consultoria Projeto.
Em nenhum momento o agora ex-ministro revelou a lista de clientes de sua consultoria e alegou "cláusula de confidencialidade" para não divulgar para quem ele trabalhou enquanto exerceu simultaneamente as funções de deputado e consultor.
PROCURADORIA
Instado a se manifestar sobre o caso pela oposição, que apresentou denúncia contra Palocci, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu arquivar todas as representações que pediam abertura de inquérito relacionadas ao fato de o patrimônio do ministro ter aumentado pelo menos 20 vezes de 2006 para 2010.
Ele entendeu que não existem indícios concretos da prática de crime nem justa causa para investigar o caso.
Em um documento de 37 páginas, Gurgel afirmou que a legislação penal "não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada".
Segundo o procurador, os partidos de oposição que propuseram as representações não apresentaram documentos que demonstrem a prática de crime.

 http://www1.folha.uol.com.br/poder/926748-nova-ministra-diz-que-focara-atuacao-na-gestao-de-projetos.shtml

Perda de popularidade definiu queda de Palocci Publicidade

08/06/2011 - 06h00

DE SÃO PAULO
Hoje na Folha A presidente Dilma Rousseff decidiu demitir seu principal auxiliar após ser informada que pesquisas já apontavam desgaste do governo por conta da crise envolvendo aquele que foi um dos responsáveis pela arrecadação para sua campanha, informa reportagem de Valdo Cruz, Natuza Nery, Catia Seabra, Ana Flor e Márcio Falcão na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Tempos de crise....

terça-feira, 7 de junho de 2011


Dono do apartamento alugado por Palocci é filiado ao PT

O Globo
Proprietário

Publicada em 06/06/2011 às 23h36m
Germano Oliveira e Lino Rodrigues
SÃO PAULO - O advogado Gesmo Siqueira dos Santos, proprietário do apartamento alugado pelo ministro Antonio Palocci, é filiado ao PT de Mauá, no ABC paulista, há 23 anos, segundo informou nesta segunda-feira ao GLOBO o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Por e-mail, o TRE informou que "sua situação é regular no PT com data de filiação de 16 de abril de 1988".
- O ministro reafirma que não conhece Gesmo Siqueira dos Santos. Nunca esteve com ele, nunca o viu no PT ou em qualquer outro lugar. O ministro não pode ser responsável pelos atos de Gesmo - disse Thomaz Traumann, assessor especial de Palocci, ao ser informado sobre a filiação.
O presidente do PT de Mauá, Leandro Dias confirmou, por meio de sua assessoria, que Gesmo já foi filiado ao partido, mas informou que a inscrição foi cancelada. Leandro não informou a data do cancelamento. Mas, segundo o TRE, a filiação de Gesmo ao PT "é regular".
Leandro é filho do prefeito petista de Mauá, Oswaldo Dias. Nesta segunda-feira, a assessoria do prefeito e do presidente municipal do PT, que é a mesma, disse que a administração petista da cidade do ABC não tem qualquer envolvimento com Gesmo ou com seu sobrinho, Dayvini Costa Nunes.
Laranja teria trabalhado na prefeitura de Mauá
Em entrevista à revista "Veja", Dayvini disse ser laranja no caso do aluguel do apartamento a Palocci. Afirmou que morava num casebre e que chegou a trabalhar na prefeitura de Mauá.
A assessoria do prefeito e do presidente do PT confirmou que Dayvini trabalhou na prefeitura - de 7 de julho de 2008, na administração de Leonel Damo, adversário do PT, até 5 de janeiro de 2009, quando foi exonerado da chefia de uma unidade de saúde. Dayvini, segundo a assessoria, foi demitido pelo prefeito Oswaldo Dias.
Gesmo disse nesta segunda-feira não se lembrar de ter se filiado ao PT.
- Não tenho nada com o PT. Sou apartidário. Nunca atuei no partido. Não me lembro de ter assinado a ficha de filiação - disse Gesmo, que responde a 35 processos por falsificação de documentos e adulteração de combustíveis em postos de gasolina de sua propriedade.
Gesmo só fala por celular. Todos os endereços fornecidos em documentos oficiais por ele são frios e suas empresas são de fachada. Até o endereço dado por ele à OAB, seção de São Paulo, é frio. Nesse endereço, em Moema, funciona uma clínica veterinária; o veterinário não conhece Gesmo.
O advogado disse que não pode aparecer para não sofrer ações e retaliações de seus credores, razão pela qual também passou seus bens para os filhos e sobrinhos. Disse que não conhece Palocci e que, ao firmar os contratos de aluguel do apartamento, o fazia por meio de motoboys, que levavam os contratos até os escritórios de Palocci e sua mulher Margarete, que os devolviam aos motoboys, após assinados.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/06/dono-do-apartamento-alugado-por-palocci-filiado-ao-pt-924629499.asp#ixzz1Oa9YBB3i
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Movimento de bombeiros ganha apoio de pescadores; caravanas devem chegar de outros estados

Impasse militar

Publicada em 06/06/2011 às 23h55m
Ana Cláudia Costa, Dicler de Mello e Souza, Ludmilla de Lima, Renata Leite e Waleska Borges

RIO - A prisão de 439 bombeiros não esfriou os ânimos da classe, que ainda ganhou o apoio de outra categoria e até de fora do Rio. Já está marcada para domingo uma passeata pela orla de Copacabana. Os bombeiros prometem sair da altura do Copacabana Palace e seguir até o Posto Seis. A ideia é convidar para o ato artistas e outros representantes da sociedade civil simpáticos ao movimento. As reivindicações por melhores salários vão ainda ganhar a Baía de Guanabara. Na quinta-feira, pescadores farão uma "barqueata" para apoiar as reivindicações dos bombeiros.
Segundo o diretor do Sindicato dos Pescadores, Luiz Orlando Cardoso, cerca de 50 barcos das colônias de Jurujuba (Niterói), Copacabana, Urca e Praia das Pedrinhas (São Gonçalo) vão se reunir em frente ao Grupamento Marítimo (G-Mar) de Botafogo para um protesto:
- Abaixo da proteção de Deus, temos os bombeiros, que sempre nos salvam quando estamos em perigo no mar. Apoiamos a causa deles.
Protestos na capital e em cidades do interior
O movimento começa a ganhar apoio também de fora do Rio. O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Sidney da Silva Patrício (PT), anunciou na segunda-feira, para os próximos dias, a chegada ao Rio de caravanas de bombeiros de outros estados. Ele deu a informação em discurso feito em frente à Alerj, onde os manifestantes estão acampados desde domingo.

A segunda-feira foi mais um dia de protestos, em diferentes pontos da capital e do interior. De manhã, um grupo de mulheres e outros parentes dos militares ocupou uma faixa da Avenida Cesário de Melo, em Campo Grande. Na Barra da Tijuca, outro grupo fez uma manifestação na Avenida Ayrton Senna, ocupando duas faixas de rolamento e prejudicando o trânsito. Houve ainda um outro protesto na Avenida Brasil, na altura da Penha. Os manifestantes ocuparam uma das faixas de tráfego.
Em Cabo Frio, cerca de 300 pessoas - entre bombeiros da Região dos Lagos e seus parentes - percorreram a cidade, a maioria de vermelho, para protestar contra o governador Sérgio Cabral e as 439 prisões. Eles carregaram um caixão, simbolizando o aborto sofrido pela mulher de um militar durante o tumulto no Quartel Central. Faixas culpavam Cabral pelo aborto.
Atendimento só para chamados muito urgentes
Meu marido e todos os outros estão numa quadra passando frio e fome. A forma radical com que o Bope tratou os bombeiros é inacreditável. Meu filho de 3 anos está apavorado. Ele não entende o porquê de tratarem heróis daquela forma
Mulheres e outros parentes de bombeiros também se mobilizaram em Angra dos Reis, percorrendo ruas do Centro com faixas e cartazes que cobravam a libertação dos presos. Eles gritaram frases como "soltem os nossos heróis!". Segundo a mulher de um dos presos, Raquel de Oliveira, o descaso com os bombeiros tem sido constante:
- Meu marido e todos os outros estão numa quadra passando frio e fome. A forma radical com que o Bope tratou os bombeiros é inacreditável. Meu filho de 3 anos está apavorado. Ele não entende o porquê de tratarem heróis daquela forma.
Noventa e nove bombeiros dos quartéis de Angra, Paraty e Mangaratiba estão presos.
Bombeiros dos quartéis de Frade, Mambucaba (Angra), Mangaratiba, Itaguaí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Saquarema cruzaram os braços, atendendo apenas aos chamados de extrema urgência. Eles dizem que só retomarão todas as atividades com a libertação dos presos. Outras unidades da corporação, como os Grupamentos Marítimos de Copacabana e Botafogo, operam com efetivo reduzido.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/06/06/movimento-de-bombeiros-ganha-apoio-de-pescadores-caravanas-devem-chegar-de-outros-estados-924629619.asp#ixzz1Oa93h4Vt
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Gastos públicos com consultorias chegam a R$ 2 bi ao ano

segunda-feira, 6 de junho de 2011

05/06/2011 - 08h12

DE SÃO PAULO
Hoje na Folha A expansão de obras e outros investimentos promovida pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) multiplicou nos últimos anos o volume de dinheiro público destinado à contratação de serviços de consultoria, informa reportagem de Gustavo Patu e Fernanda Odilla, publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Juntos, União, Estados e municípios injetam nesse mercado cerca de R$ 2 bilhões anuais em recursos originários da arrecadação de impostos, sem considerar os gastos com receita própria das empresas estatais.
A quantia equivale a cem vezes o faturamento da empresa Projeto, do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), no ano passado, de R$ 20 milhões, conforme os dados revelados pela Folha.
Leia mais na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

Editoria de Arte/Folhapress

A Nova Língua PeTralhesa

segunda-feira, 23 de maio de 2011


“É com o corasão cheio de tristesa que hoge eu veinho aqui falar pra vocês que anos de minha vida e também da de Denilson (@decicote) foram dedicados a mais inútiu das faculdades: a das Letra e iço não ta serto”.

“...foi profundamente penoso pra mim, escrever dessa maneira. Eu brinco muito no Twitter, crio alguns neologismos, falo “caipirês”, mas jamais pretendi que meu dialeto próprio fosse incorporado ao uso culto da Língua. Sempre gostei de brincar com letras, jogar com sílabas, palavras cruzadas, anagramas. É bonito você conhecer a origem das palavras de sua língua e saber porquê se escrevem dessa ou daquela forma. O conhecimento é e sempre será um diferencial. É através do conhecimento, da cultura, do aprimoramento, que os profissionais crescem nas carreiras e avançam no mercado de trabalho.
Sonia
...o primeiro passo para o abismo já foi dado; ao aceitar, mesmo que em uma única página o erro, por que não imaginar então que poderia, sem problema nenhum aparecer em duas páginas?? E Se isso é possível, por que não em três ou quatro?? Como então dizer ser errado criar todo um livro de gramática certo de maneira totalmente errada?? Acho que até eu fiquei confuso agora.
Denilson
Andamos acompanhando todas as discussões sobre o errado/certo na língua portuguesa . Temos trocado muitas idéias, tentando chegar ao verdadeiro cerne do pensamento petralha. Nós, apesar das brincadeiras, levamos bem a sério o que eles fazem mesmo quando parece se tratar da maior idiotice do mundo. O que será que se esconde por trás de toda essa polêmica?? È uma discussão apenas sobre o certo e o errado na língua ou há algo maior, um objetivo não declarado?
Se há frases que podem caracterizar de forma definitiva a ideologia petralha, essa é uma delas: ” Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”, consagrada por Benito Mussolini, líder fascista Italiano. O pensamento totalitário simplesmente não pode aceitar que há algo fora da sua esfera de poder, mesmo (ou principalmente) os pensamentos, e é fato que a língua é o principal veículo condutor de todo sistema de valor, de ideias, geradora de cultura e identidade, de unidade. Impor sua língua, dialeto ou forma de falar é conseguir legitimar a forma de pensar, e até metade do século passado era muito corrente o uso do ditado; “uma língua é um dialeto com um exército e um banco por trás”. Quem não lembra dos anos em que Stalin executou a politica de russificação? Também Hitler alimentou o sonho de domínio total onde a língua mundial fosse o alemão e tinha no Siegfried de Wagner o ideal do “novo homem”. Os petralhas, por não possuírem uma língua própria ( por pior que a usem, por mais incompreensível que pareça, ainda continua sendo a língua portuguesa) fizeram então uma escolha que os define completamente: o errado passaria a ser o certo.
Perceberam pelos números apresentados pelo próprio Ministério da Educação que seria um erro enorme investir em educação de qualidade. Primeiro, não tinham competência para tanto, assim sendo, nem merecia a tentativa... Em 2010, útimo ano do "Siegfried petista" o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (em inglês, PISA - International Programs for Student Assessment) considerou que o Brasil subiu 33 pontos entre 2000 e 2009, porém a qualidade do ensino foi considerada extremamente ruim pois entre os 20 mil alunos que fizeram as provas de leitura, ciência e matemática, mais da metade sempre receberam a nota mais baixa, correspondente ao nível 1, o que manteve o País na 53º posição entre os 64 países (Fonte Estadão). (Sim, eu consigo visualizar suas caretas de repúdio...)

É esse desempenho abaixo da média nas provas que mantém o Brasil, apesar da melhora ao longo da década, nos últimos lugares do teste internacional - 53.º de 65 países. Em ciências, nenhum aluno brasileiro atingiu o nível 6 do PISA. E só 20 deles (0,1%) chegaram ao nível 6 em leitura e matemática.

No Ideb do próprio governo os estados com oposicionistas alcançaram as melhores colocações, enquanto dos estados governados por petralhas, ops, petistas, Acre, Piauí, Pará, Bahia e Sergipe. Somente o acre atingiu a meta estabelecida. Temos a impressão que os números dos estados aliados foram tão ruins quanto o dos petistas.
Segundo, quanto maior a escolaridade e a qualidade de vida nos estados, menos votos eles receberiam, pois os eleitores seriam mais críticos e não tendo que se preocupar com a cestinha básica do dia a dia, passariam a observar e julgar melhor as falcatruas dos políticos petralhas e sua base aliciada....

Nisso, conseguimos discernir, um programa a longo ou médio prazo, de DESnacionalização, DEScaracterização do país e de sua unidade básica, perpetrando a ideologia esquerdista do coitadismo, da ignorância e da total falta de perspectiva futura.
Não desistiremos de combater esse intento petralha. Não nos calaremos diante do desmoronamento do que resta ainda de nossa educação...mas isso é apenas o começo...não desistam também. Nós voltaremos. E a história ainda continua...

*Texto elaborado a quatro mãos por Sonia e Denilson (depois de muito nos cutucarmos e estapearmos esse foi o resultado, rs)