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Eu, eu mesma e minhas idéias...

quinta-feira, 23 de junho de 2011


(ou: Surtando Geral... WE ROCK!!! O/)

Talvez eu seja um tanto diferente daquilo que prego...
Não por falsidade ou por falar as coisas apenas por falar. Eu prego aquilo em que realmente acredito, mas nem sempre tenho a capacidade e a excelência de conseguir trazer para minha vida prática.
Sou extremamente complexa e sonhadora, talvez um alguém complicado demais até mesmo para mim. Escorrego nas minhas dúvidas e palavras, tropeço nos meus erros, caio em contradições...
Mas... E sempre haverá um “mas”, algumas coisas são absolutamente claras para mim. Vejo, diariamente, no Twitter, algo que eu acredito ser uma tentativa de mudar as coisas que as pessoas ( e nisso eu me incluo) estão vendo de errado a acontecer pelo país.
Bom, eu sempre fui, essencial e basicamente, apolítica. Nunca levantei bandeiras ou militei por causas que envolvessem finalidade política. Sempre tive minhas opiniões e posicionamentos muito definidos, mas jamais me atraiu a idéia de alardeá-los. Apesar disso, de um ano para cá, eu tenho cada vez mais me envolvido e, mesmo que de forma tímida, tenho participado também. Então, isso só aumenta a minha inquietação e a quantidade de indagações e dúvidas que teimam em me perseguir e desafiar: acreditamos, realmente, que vamos chegar a algum lugar twittando incansavelmente hashtags durante horas para vê-lãs nos Trend Topics? Na verdade, vejo isso como um movimento vazio e sem sentido como gritar para o mar numa praia deserta. Mas o mais inquietante é que as pessoas mais engajadas, politizadas, cheias de conhecimentos e teorias político-filosóficas, mostram um grande embasamento nessas teorias e estudos, mas não mostram seus rostos e nem seus verdadeiros nomes...então, alguém me diga, que credibilidade pode ter um fake para reivindicar alguma coisa? Um cidadão(ã), eleitor(a), tem CPF, RG, registro no cartório eleitoral, assim ele é visto como pessoa, indivíduo nascido, vivente e morador dessa terra...não é um palhacinho ou um chapéu com uma arroba na frente de um nome fictício... Isso é uma piada!!
Também não acredito em movimentos ou mobilizações de nome único, onde todos têm a mesma identidade compartilhada (tipo... Irmãos Metralha, sabe?) e nunca se sabe com quem se está falando...
Nunca li Marx, nem Engel, nem nada disso... Mal corri os olhos pelo “Príncipe” de Maquiavel, mas não creio que haja alguma relevância nisso, agora.
Não creio na puerilidade e na debilidade das tentativas de mudança que só fazem os esquerdopatas rirem. Também não creio que as pessoas idôneas e puras (a maioria) que participam, de bom grado, desses twittaços tenham parado, ainda, para pensar nisso e refletir sobre os objetivos e resultados. Estamos, na verdade, entre a cruz e o caldeirão, já que, nem mesmo os militares (que deveriam ser a nossa extrema direita), nem mesmo eles querem esse abacaxi (o governo do país) de volta.
Assim, analiso o momento como sendo de profunda reflexão, onde devemos refletir sobre como tomar uma atitude efetiva de mudança; como criar algo que possa ser realmente significativo e surtir algum efeito dentro de uma rede social (ou não) e, caso a resposta seja negativa, nada além do que já foi feito seria possível, é bom parar e pensar em QUE benefícios e para QUEM esses movimentos estão sendo úteis. Eu, sinceramente, os vejo apenas como forma de promover e dar status a perfis fakes que usam a militância política via Twitter como um brinquedo de manipular pessoas e situações.
Ou alguém aí, por acaso, já esqueceu do tal de Dedo Duro?
Acorda, gente!! Tá na hora.... E ainda é tempo...