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Pensamento do dia:

"Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção."

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Metade

quarta-feira, 27 de julho de 2011



Dia pela metade
Semana pela metade
Vida pela metade...
Um grito silencioso de dor
Ninguém ouve
Ninguém percebe
Apenas o peito
rasga e sangra
num esboço de gesto...
Mãos espalmadas se perdem no ar
As lágrimas
que o vento seca
são transformadas em areia
e ferem os olhos

A dor é inteira
Angústia inteira
Momento intenso
De tantas metades vividas
Rasgadas, largadas, sentidas...
O peito ôco indaga da vida:
Onde está... a outra metade?


Meu homem

segunda-feira, 18 de julho de 2011



Boa tarde, pessoal!
Finalmente, depois de um longo tempo, consigo cumprir a promessa de trazer algo de nova autoria, um sangue novo, vida nova para o blog.
Uma poesia linda, da minha amiga "baiúcha", Arlene Araújo , essa baiana apimentada que mora aqui no sul e já tem muito do nosso jeito também, rsrs...
Ela me mandou pelo Facebook, pedindo a minha opinião e eu me encantei de imediato... tenho certeza de que vocês também vão se encantar...

Meu homem

Ficou pra trás o dia em que a irônia do meu querer te chocou.
Susto, laço, inquietação, pausa para o cigarro.
Sensibilidade: remover o medo, a insegurança e o temor.
Hoje, nessa noite de massa fria, vestimos a cama com nossos corpos nus.
Te quero urgentemente sem pressa, enquanto tu, meu homem, bebe em mim
e me adentra de mala e cuia, expandindo meu horizonte interior.
Suga meus peitos, que tem o número das tuas mãos e boca.
Cola teus lábios aos meus e aquece a minha boca com a tua saliva quente
Me acolhe com o teu olhar de desejo.
Me enlaça com tuas pernas e deixa eu sentir tuas coxas.
Acaricia com tuas mãos suaves, o meu corpo trêmulo e febril.
Me envolve no teu gozo, me deixa atordoada; Sorri pra mim e diz com voz macia: "Oi mainha".

Arlene Lopes de Araújo.
15/07/2011


Luz e Sombra

quinta-feira, 7 de julho de 2011


Sou uma e sou duas

Sou real e sou dual
Sou santa, beata, raio de luz...
Pecadora, profana, mundana...
Aquela que te olha e seduz.
Que te arrasta ao delírio,
que se pune no martírio
de perder-te ao final...
Sofro tua ausência
Choro tua partida
como uma viúva no cais...
Clamo pela louca e desatinada indecência
de desejar-te pra sempre meu.
Volta...?



Tú eres mi locura

sexta-feira, 1 de julho de 2011



Eres mi paso mal dado ...
El deseo que siento, encarnado...
El voluptuoso que tomo, desarma y domina...
Es la tormenta que llega,
me arrastra, golpea y alucina.
Eres Pasión que arde y explota...
Mi nitroglicerina.
fuego, alimentado con gasolina...
La palabra que desarma
La mirada que toca...
y la locura, simplemente sucede...

Pra não passar em branco...

domingo, 12 de junho de 2011

Hoje eu quero um amor

Quero um amor de criança.
Amor sem cobrança, amor sem lembrança;
amor sem passado, AMOR DE PRESENTE.

Hoje eu quero amor sem segredo, quero amor
sem medo, quero amor sem dor.
Quero amor sem pressa. Amor sem promessa.

Hoje eu quero o amor que transborda o peito,
que escorre dos olhos, que pinga na boca.
Quero amor de confiança. Amor sem confusão.

Hoje eu quero amor em paz.
Quero amor por inteiro e não cara metade.
Quero amor de liberdade. Amor de realidade.
Quero amor do dia-a-dia. Amor de todo dia.

Hoje eu quero amor que fala, que cala,
que ouve, discute.
Quero amor que diz sim.
Quero amor que diz não.

Hoje eu quero amor de verdade.
Amor que vem da alma e não só do coração.





Amo tanto essa música... e a letra dela tem um significado pra lá de especial pra mim...

Passing Afternoon

There are times that walk from you like some passing afternoon
Summer warmed the open window of her honeymoon
And she chose a yard to burn but the ground remembers her
Wooden spoons, her children stir her Bougainvillea blooms

There are things that drift away like our endless, numbered days
Autumn blew the quilt right off the perfect bed she made
And she's chosen to believe in the hymns her mother sings
Sunday pulls its children from the piles of fallen leaves

There are sailing ships that pass all our bodies in the grass
Springtime calls her children until she let's them go at last
And she's chosen where to be, though she's lost her wedding ring
Somewhere near her misplaced jar of Bougainvillea seeds

There are things we can't recall, Blind as night that finds us all
Winter tucks her children in, her fragile china dolls
But my hands remember hers, rolling around the shaded ferns
Naked arms, her secrets still like songs I'd never learned

There are names across the sea, only now I do believe
Sometimes, with the window closed, she'll sit and think of me
But she'll mend his tattered clothes and they'll kiss as if they know
A baby sleeps in all our bones, so scared to be alone
springtime

Finzinhos de Tarde

Há horas que passam pra você como Finzinhos de tarde
O verão aqueceu a janela aberta de sua lua-de-mel
E ela escolhe um jardim para queimar, mas a terra a lembra
Colher de jardineiro, seus filhos agitando suas flores de Boungaville

Existem coisas que erram por aí, como seus eternos e numerosos dias
O outono bagunçou o perfeito acolchoado da cama perfeita que ela fez
E ela está preferindo acreditar nos hinos que sua mãe cantava
Domingo tira suas crianças de suas pilhas de folhas caídas

Existem navios de partida que passam nossos corpos na grama
Primavera chama seus filhos desde que ela os deixou finalmente ir
E ela vem escolhendo onde estar, embora perdeu seu anel de casamento
Em algum lugar perto de seu desorganizado pote de sementes de Boungaville

Existem coisas que não podemos recordar, cegos como as noites que nos encontram
O inverno tomou suas crianças, frágeis como bonecas chinesas
Mas minhas mãos relembras às dela, envolvendo as samambaias
Braços nus, seus segredos soam para mim, como palavras que eu nunca ouvi

Existem nomes pelo oceano, apenas agora eu acredito
Algumas vezes, de janelas fechadas, ela senta e pensa em mim
Mas ela consertará sua roupa esfarrapada e se beijarão como se soubessem que
Um bebê dorme dentro de nós, com muito medo de ficar sozinho
Primavera...

Solidão

sexta-feira, 10 de junho de 2011


Numa homenagem ao Dia dos Namorados que se aproxima, um texto carregado de emoção, escrito por alguém só, mas que não desistiu de acreditar e esperar o amor verdadeiro...


No meio da noite ela abre os olhos, na cama...
Na solidão gelada dos lençóis, o corpo arde,
Numa febre insana de desejos inconfessáveis...
Os olhos, novamente se fecham...e os pensamentos
Mergulham num baú de lembranças...

Ela sente e revive....toques, beijos,
Delírios, desejos...
Perfumes...gostos...
Desejos...gozos...
Desejos...desejos...desejos...

O corpo arde, convulsiona e as mãos se crispam
Sobre o lençol gelado...
As unhas arranham nervosamente o cetim..
Os olhos se abrem e a solidão é maior e mais densa...

O quarto parece maior e mais frio...e ela
Se recolhe a um canto... as lágrimas teimam em rolar,
Lembrando a dor da escolha...
De viver à margem de si mesma...

Desejo

terça-feira, 31 de maio de 2011


Rasgava o peito em versos

que se derramavam e espalhavam
rapidamente por sobre o papel...

Tomavam espaços, se encaixavam,
enquanto a poesia sangrava o peito e os olhos aflitos...

E a métrica simulava o ballet dos corpos.
Distribuía os versos como suspiros, sussurros...
e todas as notas que compõem a sinfonia do amor,
dos corpos que dançam unidos, entrelaçados,
querendo se fazer um...

ainda que por um breve instante...