Pensamento do dia:

"Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção."

Oposição, disposição...qual a sua posição??

sábado, 9 de abril de 2011


Conforme prometido, aqui estou eu, escrevendo novamente. Talvez, hoje, sem um enfoque tão bom das coisas, sem uma história tão boa quanto eu gostaria de ter. Mas, apesar disso, “vamo que vamo“... rs
Meu pai costumava contar uma historinha (no meu tempo se chamava “estorinha”, porque era fictícia) de um político que não sabia escrever os próprios discursos e não tinha um vocabulário suficientemente rico pra poder falar em público com desenvoltura, assim sendo, contratava assessores para escreverem por ele. Um amigo meu, ao ler isso, vai dizer que já viu esse filme em um passado muito recente, rsrs.... O tal político, então, num inflamado discurso de palanque, plena campanha eleitoral, decora o seu texto que dizia: “o Brasil é o celeiro da América, quiçá do mundo”.. e solta ao microfone em altos brados: o Brasil é o celeiro da América e cuíca do mundo... (silêncio sepulcral de pura reflexão...)
... E os dois extremos da idéia ainda persistem: Nossos políticos são, na maioria, ignorantes, incultos e sem condições de preparo para os cargos que assumem. Nem falo dos Tiriricas da vida, falo mesmo do geral, que vem lá da cultura de que um presidente ou ex pudesse ser motivo de orgulho em seu semi-analfabetismo. É uma situação de “retrocesso e bitolação” pensar que o fato de pessoas de pouca instrução chegarem ao poder possa motivar algum tipo de exaltação... De que maneira alguém que não consegue assimilar conhecimentos básicos, por falta de infra-estrutura e suporte interpessoais, pode manifestar opiniões leigas e desconexas em relação a assuntos que sejam verdadeiramente polêmicos e que exijam conhecimento profundo...?
Continua também, a idéia de que o Brasil é mesmo a “cuíca do mundo”, onde nada pode ser sério, nada pode ser encarado de maneira a ser analisado, estudado e solucionado, em termos de política e sociedade. O próprio governo, a própria população, que elege esse governo, não acredita nas soluções, não crê de verdade que algo será efetivamente feito. Porque o Brasil é o país do “provisório”, onde as situações improvisadas acabam adquirindo um caráter permanente e tudo vai sendo feito nesses moldes então...e o que fazer para que isto se modifique?
Voltamos a chover no molhado....na falta de oposição, de voz, de força. Na falta de reação proativa e efetiva que demonstre o pensamento da maioria.
Falta organização, falta estrutura, falta talvez, coragem. Mas, sobretudo, acredito que o que falta no país é o que sempre faltou: iniciativa. Enquanto houver acomodação e descaso...ouvidos moucos e pouca vontade de trabalhar, nada vai se alterar.

4 comentários:

  1. Velvet Poison disse...:

    Quem será por nós, senão nós mesmos....

  1. filonescio disse...:

    E de fato acertou que não se tratam somente dos Tiriricas da vida. Podemos somar toda uma lista de políticos que fazem da Política um empreendimento para conseguirem mais poder, dinheiro, influencia.

    No geral, raros são os homens públicos que podem oferecer uma combinação de inteligencia, valores morais e disposição para se entregarem às causas realmente importantes para a sociedade. Muitos, a grande maioria, não têm preparo intelectual minimo para lidar com as coisas básicas como, por exemplo, o orçamento de um pequeno municipio ou mesmo o entendimento das leis. São uma legião de despreparados que muitas vezes se transformam em vigaristas pelas facilidades que cargos e funções possibilitam.

  1. Destreza mental requer permanente prática. Foram-se os tempos de Ruy Barbosa, cuja obra de arte política, a mais elevada demonstração de responsabilidade e paixão pelo Brasil ficou reduzida ao eterno efêmero das nossas Constituições. Está certíssima: somos a nação do eterno transitório de Fernando Pessoa:

    Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…
    Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
    E assim será possível; mas hoje não…
    Não, hoje nada: hoje não posso,
    A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
    O sono da minha vida real, intercalado,
    O cansaço antecipado e infinito,
    Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico …

  1. Sonia disse...:

    Agradeço todo o incentivo que tenho recebido de vocês e, principalmente, os comentários meus amigos e companheiros. Obrigada.*-*

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