Lavei minha alma
num riacho encantado.
Saiu leve, renovada,
luzindo cor e esperança.
Mas não voltou inteira...
Uma parte se desprendeu
e ficou dançando sobre as águas,
igual àquelas flores de algodão,
que sopramos ao vento...
Sem rumo, sem planos...
Foi compor a energia
do sonho coletivo,
Que viaja na imensidão e pureza,
Na imparcialidade subentendida
das águas cristalinas...
E gira a roda do Universo...

