• Clipping

    Confira as últimas notícias no nosso Clipping!

  • Humor

    Dê boas risadas com a nossa seção de Arte e Charges.

Pensamento do dia:

"Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção."

Mostrando postagens com marcador senado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador senado. Mostrar todas as postagens

Substituto de Itamar no Senado, Perrella é investigado por negócios em fazenda

terça-feira, 5 de julho de 2011

Novo parlamentar é presidente do Cruzeiro e tem imóvel avaliado em R$ 60 milhões


O ex-presidente da República Itamar Franco, que morreu no último sábado (2) devido a complicações de uma leucemia, deixou sua cadeira no Senado para Zezé Perrella, que é presidente do Cruzeiro, um dos mais tradicionais clubes de futebol do país.

Perrella, no entanto, que se elegeu como suplente de Itamar pelo PDT de Minas Gerais, é investigado pelo Ministério Público de seu Estado por negócios no ramo agropecuário. Em uma ampla fazenda, ele planta e estoca grãos, cria cabeças de gado e mantém uma fábrica de ração.

A sede da fazenda é luxuosa, tem piscina e até uma pista de pouso para aeronaves. O valor do imóvel é estimado em R$ 60 milhões, o que chamou a atenção das autoridades.

Os promotores querem saber quantas propriedades ele realmente tem na cidade de Morada Nova de Minas e questionam se o valor dos imóveis é compatível com o salário que ele recebeu nos últimos anos nos cargos públicos que ocupou.

Perrella foi deputado federal entre 1999 e 2003. Depois, elegeu-se deputado estadual em Minas, função que desempenhou de 2006 até o ano passado.


Como Perrella terá, agora, sete anos e meio de mandato como senador para cumprir, ele ganhará foro privilegiado. Com isso, todos os processos relacionados a ele terão de ser remetidos ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Assista à reportagem do Jornal da Record:


    Assim caminha a mediocridade

    segunda-feira, 20 de junho de 2011


    Peço desculpas aos meus amigos pelas imprecisões e erros no texto, pela falta de coerência e pelos furos lógicos e teóricos. Fiz correndo, em meio a uma completa loucura, sem tempo de retificar e corrigir, tentando lembrar a maioria das coisas de memória, que já não é a mesma (na verdade nunca foi boa).

    Hoje pela correria acabei por usar a tão satanizada Wikipédia, que foi minha amiga fiel, já que não lembrava o nome do livro de Voltaire, só a história, e nem tinha tempo de procurar.

    Pronto, já estou justificado, mas de novo peço desculpas, a minha cara metade me deixou, e sozinho não valho grande coisa.

    Há um consenso quase total entre os historiadores, filósofos de esquerda, sociólogos e correntes políticas (até da chamada “direita”) que a história envolve um processo dialético, e bem ou mal o estruturalismo levou esta pretensão a todos os cantos da sociedade. Se tudo é estrutura e tudo envolve um processo dialético, chegaríamos então através da tese, à antítese na síntese, ou seja, uma junção das melhores partes das duas oposições. Tudo evolui de forma inequívoca até que a síntese final chegue. Isso é bem (muito) “grosso modo” a forma do pensamento dialético. Infelizmente, os fatos muitas vezes desmentem a teoria e muitas vezes a síntese resultante é um retrocesso, apontando para a involução ao invés da evolução.
    Em termos políticos, essa idéia cria um determinismo inerente à história da humanidade e estaríamos, então, marchando para uma resolução das contradições da sociedade. Esta idéia dos políticos de esquerda possui o viés messiânico das religiões; Há a luta entre os contrários, mas tudo caminha para um fim que não é um fim, porém um inicio, para uma sociedade perfeita: o paraíso onde todos seriam bons e justos e todos teriam igualdade. Seria a síntese histórica da luta entre o capital e o trabalho. Apenas basta retirar Deus da equação e colocar ali o estado, ou acima dele Marx, cujos livros seriam as novas bíblias.
    Na verdade, apesar da validade da análise dialética em vários seguimentos das ciências, inclusive na história, nem tudo caminha para a síntese neste mundo que não é o mundo do personagem de Voltaire em “Cândido” , onde o Sábio contrapõe, brilhantemente, ingenuidade e esperteza, desprendimento e ganância, caridade e egoísmo, delicadeza e violência, amor e ódio. Tendo como plano de fundo a sociedade do Séc. XVIII, retrata um mundo extremamente cruel e materialista.
    Cândido é acompanhado a todo momento pelo filósofo, Dr. Pangloss, uma caricatura do filósofo Leibniz e de suas teorias extremamente otimistas onde tudo ; "É tudo para o melhor no melhor dos mundos possíveis". A ironia final de “Cândido” é que o personagem central, que inicia o conto rico e amado e termina pobre e órfão dizendo ao filósofo que está cantando as loas do mundo: "Tudo isso está muito bem, mas é necessário cultivar o nosso jardim".
    Digo estas coisas com o pensamento na decisão do supremo de liberar a marcha da maconha, o que entra em fragrante contradição com o artigo 289 do código penal e proíbe a apologia às drogas. Nenhum dos senhores do supremo procurou usar argumentos jurídicos em suas alegações, mas dizeres ditados e o lirismo cabível à Academia Brasileira de Letras. Um dos ministros chega até a interrogar; “ o que é droga?? Café é droga? Cigarro é droga? Cerveja é droga?”. Creio eu que não são assim tipificados nas leis, mas quem sou eu para contradizer o ministro Lewandowisk??
    Enquanto todos estiverem em suas marchas (que mal reuniu 5 mil pessoas em um país de 190 milhões), mostrando que os maconheiros (ou ervo-afetivos) têm mais apoio no senado(com mais de 5 mil funcionários) que na sociedade, pais, autoridades responsáveis e povo em geral estará dizendo às autoridades: “ tudo isto está muito bem, mas é necessário cultivar o Jardim” . Afinal, alguém tem de trabalhar enquanto outros marcham.