O poeta coleciona palavras
Num cesto de delicadezas e
Sutis emoções...
Quando quer uni-las em versos,
Ele as dispõe sobre uma mesa
Feita de nuvem...
E pouco a pouco vai juntando
Uma a outra,
Formando o sentido e
Dando forma ao sentimento...
Ele vai alinhavando uma a uma,
Com a paciência de um monge e o
Cuidado de um artesão.
Usa uma linha mágica,
Que produz encantamento e
Proporciona o transporte
Para aqueles que vão viajar nos seus versos...
São versos moldados, forjados na emoção,
Que ultrapassa qualquer razão
E se aloja no fundo do ser...
O poeta é um ser encantado,
Que vive meio desgarrado.
Num momento é santo,
Em outro é o próprio pecado,
Sentindo na carne as dores do mundo.
Ser poeta é sentir profundo,
É respirar magia e encantamento,
Unindo palavras num sopro de instante,
Dando sentido ao que nem é relevante,
Apenas com o dom de saber transmutar
O que é simples em extasiante.
O poeta é um semi-deus.
Pra mim, uma figura intocada.
E eu, que sei um quase nada,
Sigo encantada, a observar...
De longe, calada.
Eu o admiro.
Cliente paulista, garçon carioca
Há 6 anos

