Conforme prometido, aqui estou eu, escrevendo novamente. Talvez, hoje, sem um enfoque tão bom das coisas, sem uma história tão boa quanto eu gostaria de ter. Mas, apesar disso, “vamo que vamo“... rs
Meu pai costumava contar uma historinha (no meu tempo se chamava “estorinha”, porque era fictícia) de um político que não sabia escrever os próprios discursos e não tinha um vocabulário suficientemente rico pra poder falar em público com desenvoltura, assim sendo, contratava assessores para escreverem por ele. Um amigo meu, ao ler isso, vai dizer que já viu esse filme em um passado muito recente, rsrs.... O tal político, então, num inflamado discurso de palanque, plena campanha eleitoral, decora o seu texto que dizia: “o Brasil é o celeiro da América, quiçá do mundo”.. e solta ao microfone em altos brados: o Brasil é o celeiro da América e cuíca do mundo... (silêncio sepulcral de pura reflexão...)
... E os dois extremos da idéia ainda persistem: Nossos políticos são, na maioria, ignorantes, incultos e sem condições de preparo para os cargos que assumem. Nem falo dos Tiriricas da vida, falo mesmo do geral, que vem lá da cultura de que um presidente ou ex pudesse ser motivo de orgulho em seu semi-analfabetismo. É uma situação de “retrocesso e bitolação” pensar que o fato de pessoas de pouca instrução chegarem ao poder possa motivar algum tipo de exaltação... De que maneira alguém que não consegue assimilar conhecimentos básicos, por falta de infra-estrutura e suporte interpessoais, pode manifestar opiniões leigas e desconexas em relação a assuntos que sejam verdadeiramente polêmicos e que exijam conhecimento profundo...?
Continua também, a idéia de que o Brasil é mesmo a “cuíca do mundo”, onde nada pode ser sério, nada pode ser encarado de maneira a ser analisado, estudado e solucionado, em termos de política e sociedade. O próprio governo, a própria população, que elege esse governo, não acredita nas soluções, não crê de verdade que algo será efetivamente feito. Porque o Brasil é o país do “provisório”, onde as situações improvisadas acabam adquirindo um caráter permanente e tudo vai sendo feito nesses moldes então...e o que fazer para que isto se modifique?
Voltamos a chover no molhado....na falta de oposição, de voz, de força. Na falta de reação proativa e efetiva que demonstre o pensamento da maioria.
Falta organização, falta estrutura, falta talvez, coragem. Mas, sobretudo, acredito que o que falta no país é o que sempre faltou: iniciativa. Enquanto houver acomodação e descaso...ouvidos moucos e pouca vontade de trabalhar, nada vai se alterar.

