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Pensamento do dia:

"Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção."

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Possessão

quinta-feira, 4 de agosto de 2011



Ele chega e me toma
Presença ostensiva, que me olha e doma...
Me junta, me arrasta, não pede licença.
O corpo responde,
a vergonha se esconde,
e o prazer explode...

Desde a carícia leve, medida,
até a mão mais ousada, atrevida,
que tem resposta imediata
de um corpo já domado e adestrado...

Cada músculo, cada sentido, cada célula,
sabe sua marca e o momento de atuar
na dança louca do prazer que alucina,
transcende, domina...

E, de repente, ele se vai...
Tão livre quanto chegou,
mas vai tão cheio de mim
que não me pode esquecer...

E deixa...
Uma saudade, um vazio e a certeza
de que tudo vai se repetir...


Ao poeta...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011



O poeta coleciona palavras
Num cesto de delicadezas e
Sutis emoções...
Quando quer uni-las em versos,
Ele as dispõe sobre uma mesa
Feita de nuvem...
E pouco a pouco vai juntando
Uma a outra,
Formando o sentido e
Dando forma ao sentimento...
Ele vai alinhavando uma a uma,
Com a paciência de um monge e o
Cuidado de um artesão.
Usa uma linha mágica,
Que produz encantamento e
Proporciona o transporte
Para aqueles que vão viajar nos seus versos...
São versos moldados, forjados na emoção,
Que ultrapassa qualquer razão
E se aloja no fundo do ser...
O poeta é um ser encantado,
Que vive meio desgarrado.
Num momento é santo,
Em outro é o próprio pecado,
Sentindo na carne as dores do mundo.
Ser poeta é sentir profundo,
É respirar magia e encantamento,
Unindo palavras num sopro de instante,
Dando sentido ao que nem é relevante,
Apenas com o dom de saber transmutar
O que é simples em extasiante.
O poeta é um semi-deus.
Pra mim, uma figura intocada.
E eu, que sei um quase nada,
Sigo encantada, a observar...
De longe, calada.
Eu o admiro.




Boa tarde, com poesia!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011



A chuva cai...
Lava as calçadas
Os sonhos escorrem,
se perdem na enxurrada...
Palavras não ditas
Emoções contidas
Histórias perdidas,
desencontradas,
de... apenas, um dia
de chuva...

Metade

quarta-feira, 27 de julho de 2011



Dia pela metade
Semana pela metade
Vida pela metade...
Um grito silencioso de dor
Ninguém ouve
Ninguém percebe
Apenas o peito
rasga e sangra
num esboço de gesto...
Mãos espalmadas se perdem no ar
As lágrimas
que o vento seca
são transformadas em areia
e ferem os olhos

A dor é inteira
Angústia inteira
Momento intenso
De tantas metades vividas
Rasgadas, largadas, sentidas...
O peito ôco indaga da vida:
Onde está... a outra metade?


Trilhas e Tralhas (é o cacique na trilha da poesia...)

terça-feira, 26 de julho de 2011


E não é que o cacique tomou gosto pela tal "trova de cordel"?? Pois é, e eu é que ganhei o presente: porque daqui pra frente, quando ele estiver inspirado e a onça quiser beber água nos domínios da poesia, nós vamos ter esses momentos inesquecíveis de duelo entre os dois. E tudo publicado, aqui, no Verbo & Paixão. :) E como ontem, dia 25 de julho, foi o Dia do Escritor, deixemos como uma homenagem, ainda que com algum atraso, rsrsr.. Este aqui tá imperdível espero que dona Onça queira responder... voilà.


Trilhas e Tralhas

Navegando pela rede,
Muita coisa a gente vê.
Que se come e que se bebe,
De estudar e de aprender.
Também tem muita besteira,
Que nem faz gosto se ler.

Sabe-se que tem Coturno, Veneno e Apanágio;
Domínio, Verbo & Paixão;
Gente que cuida do Lácio.
Mas também se encontra nela,
Coisa que ver não é fácil.

Çe iscreve as coisa erradu,
Qui nem "as cartilha" do MEC,
Nego fala tanta bosta,
Que até jumento aburreçe,
Nada contra o Filonéscio,
Este sim, nos engrandece.

Temos que ser seletivos,
Nas coisas que a gente lê;
Pois tem tanta baboseira,
Que até envergonha a você
Nego que bota nas linhas
Sem nem ao menos ele ver

Dar RT nem se fala,
Vai até no automático
É só apertar o pitoco
E lá se foi... Muito prático
Mas ler prá ver se é bom,
Se tem sentido? Hã...Num é fácil...

Um dia desses mandaram
Pro meu e-mail um sinal,
Dizendo d'uma simpatia
Que faz crescer o bilau
Se eu sigo aquela porqueira,
Perco a piroca e tchau

Mas tem muita gente de bem
Formado uma grande família
Que engrandece e agrega
Estimula e incentiva
Fazendo com que a gente ande
Sempre direito na #trilha

Cacique Ajuricaba ou @ajuricabat


Minha poesia

quinta-feira, 21 de julho de 2011



Minha poesia é

Urbana

Palavras concretas

Pesadas

Cinzentas

Enfumaçadas

Embotando a visão


Seu som é o de muitas buzinas

que ensurdecem,

enlouquecem...

Tiram a atenção...

Perturbam a percepção...


Seu caminho é de passos firmes,

sem tempo pra parar,

sem flores pra olhar,

perfumes pra sentir...


Seu momento é agora.

Urgente.

Premente.

Latente...

Lágrima,

que cai,

sobre o fogo...






Cordelzinho despretensioso (pura modéstia!)

quarta-feira, 20 de julho de 2011



Há uns dois dias atrás, criou-se uma divertida polêmica no Twitter sobre poesia e, de certa forma, desafiamos o nosso querido cacique Ajuricaba a escrever alguns versos. Ele, nobre engenheiro, acostumado `a intimidade dos números e fórmulas matemáticas teria de escrever algo com uma certa métrica, ritmo, alguma musicalidade poética...

E, assim, ele que é extremamente responsável e leva a sério até mesmo essas brincadeiras entre amigos, enviou-me ontem o poema, que a @moimemei espera ansiosamente também e que deve já ter deixado todos vocês bem curiosos, rsrs...


Matemática das Letras

Foi Pedido Pr'eu Tentar
Coisa Que Eu Num Sei Fazer.
Misturar No Mesmo Canto
O De Contar e Escrever
Prá Falar de 1 +1,
De Amô e de Saber.
Eu Na Vida Já Corri
Muito Dedo Em Tabuada,
Aprendendo A Fazer Conta
Eita Coisa Mais Danada,
Mas Botar No Mesmo Canto
Foi Que Me Deu a Enrolada
Num Pense Que É Brincadeira
Que Tô fazendo Cu Doce;
Faço Conta de Carreirinha
Leio Inté Bem Pr'os Que Ouve
Mas Português e Continha
Na Mesma Frase; Danou-se
Integral e Somatória
Numa Mesma Expressão;
Já Vi Cheia de Entrelinha,
X e Cruzinha De Montão;
Elevando Ao Quadrado;
Toda Minha Emoção
Agora Tem Uma Coisa
Disso pode Ter Certeza;
De Desafio Eu Num Corro,
Num Sô Frouxo, Nem Dô Moleza
Mato Tudo Que Vem No Peito,
A Vida Deu Essa Brabeza
Prás Meninas Que Pediram
Essa Minha Exibição
Se Deem Por Muito "Feliz"
Já Escrevi de Montão
Se Num Fiz Do Seu Agrado
Vale Mais A Intenção
Chega Qu'eu Já Fiz Foi Muito
Nesse Monte de Vorteio
Na Prosa Inté Que Eu Me Viro
Mas Nos Verso Eu Vareio
Se Essa Coisa Der Prêmio,
Num Ganho Nem no Sorteio

Cacique Ajuricaba




Poemeto

terça-feira, 19 de julho de 2011



Palavra afiada.
Poesia cortante.
Emoção pulsante
Sangrando paixão.

Meu homem

segunda-feira, 18 de julho de 2011



Boa tarde, pessoal!
Finalmente, depois de um longo tempo, consigo cumprir a promessa de trazer algo de nova autoria, um sangue novo, vida nova para o blog.
Uma poesia linda, da minha amiga "baiúcha", Arlene Araújo , essa baiana apimentada que mora aqui no sul e já tem muito do nosso jeito também, rsrs...
Ela me mandou pelo Facebook, pedindo a minha opinião e eu me encantei de imediato... tenho certeza de que vocês também vão se encantar...

Meu homem

Ficou pra trás o dia em que a irônia do meu querer te chocou.
Susto, laço, inquietação, pausa para o cigarro.
Sensibilidade: remover o medo, a insegurança e o temor.
Hoje, nessa noite de massa fria, vestimos a cama com nossos corpos nus.
Te quero urgentemente sem pressa, enquanto tu, meu homem, bebe em mim
e me adentra de mala e cuia, expandindo meu horizonte interior.
Suga meus peitos, que tem o número das tuas mãos e boca.
Cola teus lábios aos meus e aquece a minha boca com a tua saliva quente
Me acolhe com o teu olhar de desejo.
Me enlaça com tuas pernas e deixa eu sentir tuas coxas.
Acaricia com tuas mãos suaves, o meu corpo trêmulo e febril.
Me envolve no teu gozo, me deixa atordoada; Sorri pra mim e diz com voz macia: "Oi mainha".

Arlene Lopes de Araújo.
15/07/2011


Os Estatutos do Homem

sexta-feira, 15 de julho de 2011


Essa é a minha homenagem, de coração, aos homens, neste seu Dia Internacional, representados aqui, pra mim, pelo meu sócio querido Denilson Luiz. Espero que todos gostem. :)

Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)

A Carlos Heitor Cony


Artigo I

Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

Thiago de Mello

Santiago do Chile, abril de 1964
Fonte: Jornal de Poesia



Corpore et anima unus...

quinta-feira, 14 de julho de 2011



Lavei minha alma
num riacho encantado.
Saiu leve, renovada,
luzindo cor e esperança.
Mas não voltou inteira...
Uma parte se desprendeu
e ficou dançando sobre as águas,
igual àquelas flores de algodão,
que sopramos ao vento...
Sem rumo, sem planos...
Foi compor a energia
do sonho coletivo,
Que viaja na imensidão e pureza,
Na imparcialidade subentendida
das águas cristalinas...
E gira a roda do Universo...

Vida

terça-feira, 12 de julho de 2011



Espalhava palavras pelo ar
como um louco,
que murmura enquanto anda...
O poeta o seguia
E com um cesto de paciência
colhia suas palavras
e as unia em belos versos,
carregados de luz, perfume e cor...
E ele andava, incansável,
murmurando...
O poeta, então, se aproxima...
E fica a ouvir...
As palavras agora se repetem...
E se transformam no que parece um mantra:
"Nada mais desejo do que o que mereço
e faço jus,
vida que te quero viver"!!

A sugestão da música veio de um presente, um carinho, que recebi no Facebook, da amiga Natália Castro e, como eu acredito que nada é por acaso, o vídeo veio complementar o post. Obrigada, Naty. O post todo é uma homenagem a você.


Soltando o verbo (ou, apenas, divagando...)

sábado, 9 de julho de 2011



Há algum tempo eu observo que, quando estamos doentes, precisamos forçosamente limitar as atividades do corpo e, em contrapartida, com essa ociosidade aparente, nosso pensamento começa a voar.

Hoje, um forte resfriado me manteve presa à cama na maior parte do meu dia e, entre um cochilo e outro, provocados pela febre, um turbilhão de idéias se apresentava de forma desordenada, sem uma liderança necessária à organização, rsrsrs...
Pois é, até pensando eu sou toda bagunçada e bagunceira...
Lembrei de um sonho que tive pela manhã em um dos cochilos ( isso é algo que preciso conversar depois com a Andrea Destefani); pensei, realmente, na maior parte do tempo em poesia, criação poética, no quê leva algumas pessoas a transformarem em palavras aquilo que é sentido e faz tomarem uma forma tão bela, com vida e cor, a ponto de podermos, se não vivermos a situação, visualizá-la como num filme... será uma alma diferente? E, se você, agora, pensou: "iiihh, tá se achando, a mona...", está enganado(a), porque eu não me incluo, não. Aquilo que escrevo é um mero ensaio, nada que se possa classificar no rol da poesia. Falo de gente grande, como Pessoa, Neruda, Quintana, Clarice Lispector...
Na década de 80, tive a oportunidade de frequentar, como aluna, o Instituto de Letras e Artes da PUC-RS e tínhamos contato, também, com autores nossos, daqui do sul. Líamos e depois debatíamos, tínhamos palestras, encontros maravilhosos e inesquecíveis... Moacyr Scliar, Lya Luft, Mário Quintana, Armindo Trevisan, Luiz Antônio de Assis Brasil... experiências para encher os olhos, a alma e nunca mais esquecer. Assis Brasil, Trevisan e Quintana são autores de quem guardo com muito carinho os livros autografados. É, ter vivido um pouco mais, ter chegado por aqui um tantinho mais cedo tinha que ter alguma compensação, nénaum? Esse "nénaum" é um carinho pra queridona da Jô Brandalise que me encanta com aquele jeitinho de falar, hehehe.. uma amiga muito especial e carinhosa.
Mas o que mexeu mesmo comigo foi ficar pensando no tanto que tenho lido de gente jovem, faixa etária dos 20/30 anos, com vasto conhecimento da obra de Fernando Pessoa, de seus heterônimos, numa identificação absolutamente fantástica e até, de certa forma, invejável. Não tenho um décimo desse conhecimento. O especialista em análise poética e, principalmente, em Pessoa é o meu sócio Denilson, em pessoa (trocadilho infame), perdoem, estou doente...rs
Observação pertinente feita em tempo: neeeeeem vou tocar no assunto dos poetas ingleses da Regina Brasília, porque a minha erudição está muito aquém disso, rsrsr...
Quero mesmo dizer é que, eu, pessoalmente e no sentido da alma poética mesmo, sinto uma identificação mais forte com os meus contemporâneos, em particular, Mário Quintana e Cecília Meireles. Fiz mil voltas pra dizer apenas isso, mas as pessoas sós, quando ficam afastadas de suas atividades, inventam mesmo coisas pra escrever e histórias para contar. Para me redimir de tomar o tempo de vocês assim, de forma tão impiedosa, deixo um poema da Cecília que eu acho lindo e que carrega muito de mim e do meu momento.

Canção

No desequilíbrio dos mares,
as proas giram sozinhas...
Numa das naves que afundaram
é que certamente tu vinhas.


Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto


Quando as ondas te carregaram
meu olhos, entre águas e areias,
cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.


Minhas mãos pararam sobre o ar
e endureceram junto ao vento,
e perderam a cor que tinham
e a lembrança do movimento.


E o sorriso que eu te levava
desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva
dentro destas águas sem fim.




Luz e Sombra

quinta-feira, 7 de julho de 2011


Sou uma e sou duas

Sou real e sou dual
Sou santa, beata, raio de luz...
Pecadora, profana, mundana...
Aquela que te olha e seduz.
Que te arrasta ao delírio,
que se pune no martírio
de perder-te ao final...
Sofro tua ausência
Choro tua partida
como uma viúva no cais...
Clamo pela louca e desatinada indecência
de desejar-te pra sempre meu.
Volta...?



Vício

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Você chega pra mim

na medida do meu desejo...
Se despe do pudor,
se agarra ao meu corpo,
se cola, se farta e me rouba
a energia, a luz, a alegria...

Parte e me deixa ôca...
Olhar embaçado, corpo cansado,
mãos vazias e tristes...
E um coração apaixonado e vadio,
bicho selvagem, em eterno cio,
Que te deseja de qualquer jeito,
que te quer em mim
seja qual for o preço...


Poema de Hugo

sábado, 2 de julho de 2011




Dedicado aos democratas venezuelanos como o amigo Fernando Rodrigues (@FRodriguezG) e ao movimento mujeres de negro (@mujeresdenegro)

¿Por qué no te callas?
mente cuando se habla
Incluso cerca de la muerte
tratando de cambiar su destino?
¿Por qué no te callas?
decir que tenemos la democracia
Y nuestra hermosa Venezuela
el derramamiento de sangre todos los días?
¿Por qué no te callas?
escuchar los gritos de los torturados
y familias desesperadas
todo tipo de horrores del pasado
¿Por qué no te callas?
Y en una dictadura extranjera
dictar el destino del mundo
dos cadáveres vagabundos
¿Por qué no te callas?
para escuchar el mujeresdenegro
llamando a la democracia
De Venezuela, para volver algún día.



Postado por mim com grande orgulho de dividir este blog com a pessoa de melhor caráter e índole que já conheci. O poema foi escrito num rompante, num ímpeto, pelo meu sócio Denilson, que é um gênio, um tanto tímido e humilde... hehe... mas de incomparável e irrepreensível caráter!

Tú eres mi locura

sexta-feira, 1 de julho de 2011



Eres mi paso mal dado ...
El deseo que siento, encarnado...
El voluptuoso que tomo, desarma y domina...
Es la tormenta que llega,
me arrastra, golpea y alucina.
Eres Pasión que arde y explota...
Mi nitroglicerina.
fuego, alimentado con gasolina...
La palabra que desarma
La mirada que toca...
y la locura, simplemente sucede...

Desatino


Ele é o meu passo mal dado...

O desejo que sinto, encarnado...
A volúpia que me toma, desarma e domina...
É a tempestade que chega,
me arrasta, devasta e alucina.

Paixão que queima e explode...
Minha nitroglicerina.
Fogo, alimentado com gasolina...

A palavra que desarma,
o olhar que enternece...
e a loucura, que simplesmente, acontece...

Num instante...

segunda-feira, 27 de junho de 2011


Num instante...
Dois pares de olhos se encontraram
Dois desejos se casaram
O tempo parou...
Relógio quebrado.
Travado.
Que impedia o mundo de girar...

Dois corpos se encontraram
E eram duas tochas ardendo
Uma alimentando a combustão da outra...
Fogueira de desejo...
Delírios, sussurros.

Dois corpos que eram apenas um...
Na grande fogueira do prazer
infinito, indizível, inexplicável,
Intangível...

Era um desejo que cega, arrebata e aprisiona.
Que consegue mesclar prazer e dor.
Que rouba o chão, o sentido e a razão.
E tudo isso, apenas
Num instante...

Pra não passar em branco...

domingo, 12 de junho de 2011

Hoje eu quero um amor

Quero um amor de criança.
Amor sem cobrança, amor sem lembrança;
amor sem passado, AMOR DE PRESENTE.

Hoje eu quero amor sem segredo, quero amor
sem medo, quero amor sem dor.
Quero amor sem pressa. Amor sem promessa.

Hoje eu quero o amor que transborda o peito,
que escorre dos olhos, que pinga na boca.
Quero amor de confiança. Amor sem confusão.

Hoje eu quero amor em paz.
Quero amor por inteiro e não cara metade.
Quero amor de liberdade. Amor de realidade.
Quero amor do dia-a-dia. Amor de todo dia.

Hoje eu quero amor que fala, que cala,
que ouve, discute.
Quero amor que diz sim.
Quero amor que diz não.

Hoje eu quero amor de verdade.
Amor que vem da alma e não só do coração.





Amo tanto essa música... e a letra dela tem um significado pra lá de especial pra mim...

Passing Afternoon

There are times that walk from you like some passing afternoon
Summer warmed the open window of her honeymoon
And she chose a yard to burn but the ground remembers her
Wooden spoons, her children stir her Bougainvillea blooms

There are things that drift away like our endless, numbered days
Autumn blew the quilt right off the perfect bed she made
And she's chosen to believe in the hymns her mother sings
Sunday pulls its children from the piles of fallen leaves

There are sailing ships that pass all our bodies in the grass
Springtime calls her children until she let's them go at last
And she's chosen where to be, though she's lost her wedding ring
Somewhere near her misplaced jar of Bougainvillea seeds

There are things we can't recall, Blind as night that finds us all
Winter tucks her children in, her fragile china dolls
But my hands remember hers, rolling around the shaded ferns
Naked arms, her secrets still like songs I'd never learned

There are names across the sea, only now I do believe
Sometimes, with the window closed, she'll sit and think of me
But she'll mend his tattered clothes and they'll kiss as if they know
A baby sleeps in all our bones, so scared to be alone
springtime

Finzinhos de Tarde

Há horas que passam pra você como Finzinhos de tarde
O verão aqueceu a janela aberta de sua lua-de-mel
E ela escolhe um jardim para queimar, mas a terra a lembra
Colher de jardineiro, seus filhos agitando suas flores de Boungaville

Existem coisas que erram por aí, como seus eternos e numerosos dias
O outono bagunçou o perfeito acolchoado da cama perfeita que ela fez
E ela está preferindo acreditar nos hinos que sua mãe cantava
Domingo tira suas crianças de suas pilhas de folhas caídas

Existem navios de partida que passam nossos corpos na grama
Primavera chama seus filhos desde que ela os deixou finalmente ir
E ela vem escolhendo onde estar, embora perdeu seu anel de casamento
Em algum lugar perto de seu desorganizado pote de sementes de Boungaville

Existem coisas que não podemos recordar, cegos como as noites que nos encontram
O inverno tomou suas crianças, frágeis como bonecas chinesas
Mas minhas mãos relembras às dela, envolvendo as samambaias
Braços nus, seus segredos soam para mim, como palavras que eu nunca ouvi

Existem nomes pelo oceano, apenas agora eu acredito
Algumas vezes, de janelas fechadas, ela senta e pensa em mim
Mas ela consertará sua roupa esfarrapada e se beijarão como se soubessem que
Um bebê dorme dentro de nós, com muito medo de ficar sozinho
Primavera...