O poeta coleciona palavras
Num cesto de delicadezas e
Sutis emoções...
Quando quer uni-las em versos,
Ele as dispõe sobre uma mesa
Feita de nuvem...
E pouco a pouco vai juntando
Uma a outra,
Formando o sentido e
Dando forma ao sentimento...
Ele vai alinhavando uma a uma,
Com a paciência de um monge e o
Cuidado de um artesão.
Usa uma linha mágica,
Que produz encantamento e
Proporciona o transporte
Para aqueles que vão viajar nos seus versos...
São versos moldados, forjados na emoção,
Que ultrapassa qualquer razão
E se aloja no fundo do ser...
O poeta é um ser encantado,
Que vive meio desgarrado.
Num momento é santo,
Em outro é o próprio pecado,
Sentindo na carne as dores do mundo.
Ser poeta é sentir profundo,
É respirar magia e encantamento,
Unindo palavras num sopro de instante,
Dando sentido ao que nem é relevante,
Apenas com o dom de saber transmutar
O que é simples em extasiante.
O poeta é um semi-deus.
Pra mim, uma figura intocada.
E eu, que sei um quase nada,
Sigo encantada, a observar...
De longe, calada.
Eu o admiro.
Pensamento do dia:
"Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção."
Ao poeta...
Minha poesia
Minha poesia é
Urbana
Palavras concretas
Pesadas
Cinzentas
Enfumaçadas
Embotando a visão
Seu som é o de muitas buzinas
que ensurdecem,
enlouquecem...
Tiram a atenção...
Perturbam a percepção...
Seu caminho é de passos firmes,
sem tempo pra parar,
sem flores pra olhar,
perfumes pra sentir...
Seu momento é agora.
Urgente.
Premente.
Latente...
Lágrima,
que cai,
sobre o fogo...
Cordelzinho despretensioso (pura modéstia!)
Há uns dois dias atrás, criou-se uma divertida polêmica no Twitter sobre poesia e, de certa forma, desafiamos o nosso querido cacique Ajuricaba a escrever alguns versos. Ele, nobre engenheiro, acostumado `a intimidade dos números e fórmulas matemáticas teria de escrever algo com uma certa métrica, ritmo, alguma musicalidade poética...
E, assim, ele que é extremamente responsável e leva a sério até mesmo essas brincadeiras entre amigos, enviou-me ontem o poema, que a @moimemei espera ansiosamente também e que deve já ter deixado todos vocês bem curiosos, rsrs...
Matemática das Letras
Foi Pedido Pr'eu Tentar
Coisa Que Eu Num Sei Fazer.
Misturar No Mesmo Canto
O De Contar e Escrever
Prá Falar de 1 +1,
De Amô e de Saber.
Eu Na Vida Já Corri
Muito Dedo Em Tabuada,
Aprendendo A Fazer Conta
Eita Coisa Mais Danada,
Mas Botar No Mesmo Canto
Foi Que Me Deu a Enrolada
Num Pense Que É Brincadeira
Que Tô fazendo Cu Doce;
Faço Conta de Carreirinha
Leio Inté Bem Pr'os Que Ouve
Mas Português e Continha
Na Mesma Frase; Danou-se
Integral e Somatória
Numa Mesma Expressão;
Já Vi Cheia de Entrelinha,
X e Cruzinha De Montão;
Elevando Ao Quadrado;
Toda Minha Emoção
Agora Tem Uma Coisa
Disso pode Ter Certeza;
De Desafio Eu Num Corro,
Num Sô Frouxo, Nem Dô Moleza
Mato Tudo Que Vem No Peito,
A Vida Deu Essa Brabeza
Prás Meninas Que Pediram
Essa Minha Exibição
Se Deem Por Muito "Feliz"
Já Escrevi de Montão
Se Num Fiz Do Seu Agrado
Vale Mais A Intenção
Chega Qu'eu Já Fiz Foi Muito
Nesse Monte de Vorteio
Na Prosa Inté Que Eu Me Viro
Mas Nos Verso Eu Vareio
Se Essa Coisa Der Prêmio,
Num Ganho Nem no Sorteio
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