• Clipping

    Confira as últimas notícias no nosso Clipping!

  • Humor

    Dê boas risadas com a nossa seção de Arte e Charges.

Pensamento do dia:

"Quem não te procura, não sente sua falta. Quem não sente sua falta, não te ama. O destino determina quem entra na sua vida, mas você decide quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que você lembra. Então, valorize quem valoriza você e não trate como prioridade quem te trata como opção."

Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens

Assim caminha a mediocridade

segunda-feira, 20 de junho de 2011


Peço desculpas aos meus amigos pelas imprecisões e erros no texto, pela falta de coerência e pelos furos lógicos e teóricos. Fiz correndo, em meio a uma completa loucura, sem tempo de retificar e corrigir, tentando lembrar a maioria das coisas de memória, que já não é a mesma (na verdade nunca foi boa).

Hoje pela correria acabei por usar a tão satanizada Wikipédia, que foi minha amiga fiel, já que não lembrava o nome do livro de Voltaire, só a história, e nem tinha tempo de procurar.

Pronto, já estou justificado, mas de novo peço desculpas, a minha cara metade me deixou, e sozinho não valho grande coisa.

Há um consenso quase total entre os historiadores, filósofos de esquerda, sociólogos e correntes políticas (até da chamada “direita”) que a história envolve um processo dialético, e bem ou mal o estruturalismo levou esta pretensão a todos os cantos da sociedade. Se tudo é estrutura e tudo envolve um processo dialético, chegaríamos então através da tese, à antítese na síntese, ou seja, uma junção das melhores partes das duas oposições. Tudo evolui de forma inequívoca até que a síntese final chegue. Isso é bem (muito) “grosso modo” a forma do pensamento dialético. Infelizmente, os fatos muitas vezes desmentem a teoria e muitas vezes a síntese resultante é um retrocesso, apontando para a involução ao invés da evolução.
Em termos políticos, essa idéia cria um determinismo inerente à história da humanidade e estaríamos, então, marchando para uma resolução das contradições da sociedade. Esta idéia dos políticos de esquerda possui o viés messiânico das religiões; Há a luta entre os contrários, mas tudo caminha para um fim que não é um fim, porém um inicio, para uma sociedade perfeita: o paraíso onde todos seriam bons e justos e todos teriam igualdade. Seria a síntese histórica da luta entre o capital e o trabalho. Apenas basta retirar Deus da equação e colocar ali o estado, ou acima dele Marx, cujos livros seriam as novas bíblias.
Na verdade, apesar da validade da análise dialética em vários seguimentos das ciências, inclusive na história, nem tudo caminha para a síntese neste mundo que não é o mundo do personagem de Voltaire em “Cândido” , onde o Sábio contrapõe, brilhantemente, ingenuidade e esperteza, desprendimento e ganância, caridade e egoísmo, delicadeza e violência, amor e ódio. Tendo como plano de fundo a sociedade do Séc. XVIII, retrata um mundo extremamente cruel e materialista.
Cândido é acompanhado a todo momento pelo filósofo, Dr. Pangloss, uma caricatura do filósofo Leibniz e de suas teorias extremamente otimistas onde tudo ; "É tudo para o melhor no melhor dos mundos possíveis". A ironia final de “Cândido” é que o personagem central, que inicia o conto rico e amado e termina pobre e órfão dizendo ao filósofo que está cantando as loas do mundo: "Tudo isso está muito bem, mas é necessário cultivar o nosso jardim".
Digo estas coisas com o pensamento na decisão do supremo de liberar a marcha da maconha, o que entra em fragrante contradição com o artigo 289 do código penal e proíbe a apologia às drogas. Nenhum dos senhores do supremo procurou usar argumentos jurídicos em suas alegações, mas dizeres ditados e o lirismo cabível à Academia Brasileira de Letras. Um dos ministros chega até a interrogar; “ o que é droga?? Café é droga? Cigarro é droga? Cerveja é droga?”. Creio eu que não são assim tipificados nas leis, mas quem sou eu para contradizer o ministro Lewandowisk??
Enquanto todos estiverem em suas marchas (que mal reuniu 5 mil pessoas em um país de 190 milhões), mostrando que os maconheiros (ou ervo-afetivos) têm mais apoio no senado(com mais de 5 mil funcionários) que na sociedade, pais, autoridades responsáveis e povo em geral estará dizendo às autoridades: “ tudo isto está muito bem, mas é necessário cultivar o Jardim” . Afinal, alguém tem de trabalhar enquanto outros marcham.