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Primeiro casamento civil gay do Brasil acontece hoje em Jacareí (SP)

terça-feira, 28 de junho de 2011

28/06/2011 - 06h30

Rodrigo Machado
Especial para o UOL Notícias
Em São José dos Campos (SP)

O comerciante Luiz André Rezende Moresi e o cabeleireiro José Sergio Sousa vão registrar o primeiro casamento civil gay do Brasil

O comerciante Luiz André Rezende Moresi e o cabeleireiro José Sergio Sousa vão registrar o primeiro casamento civil gay do Brasil

Pela primeira vez no Brasil um casal de homossexuais trocará alianças. A cerimônia inédita está programada para acontecer às 10h30 desta terça-feira (28), no 1º Cartório de Registro Civil de Jacareí (a 83 km de São Paulo), onde será assinada e entregue a primeira certidão de casamento civil emitida no país a um casal homossexual.

Na ocasião, o comerciante Luiz André Rezende Moresi, 36, e o cabeleireiro José Sergio Sousa, 29, serão oficialmente declarados casados e constituídos em uma nova família. Convidados, familiares e amigos ligados a ONG Revida, organização não governamental da luta contra a homofobia e responsável por organizar a Parada do Orgulho Gay de Jacareí, a qual o casal comanda e trabalha, devem marcar presença em frente ao cartório para comemorar a conquista dos noivos.

“Não vamos fazer nenhuma recepção, mas vamos festejar no cartório após recebermos o documento e estamos pensando em almoçar em algum restaurante, uma programação básica. Mas vamos celebrar quando completarmos 10 anos de união com uma superfesta”, disse Luiz André.

Agora, o casal terá a certidão de casamento com adoção de sobrenome de ambos e mudança do estado civil de solteiros para casados. O primeiro casamento gay do Brasil ocorre depois de quase dois meses depois de o STF (Superior Tribunal Federal) ter reconhecido a união estável entre casais do mesmo sexo e na data em que é comemorado o Dia Mundial do Orgulho LGBT.

Autorização

A conversão para casamento civil foi autorizada pelo juiz da 2ª Vara da Família de Jacareí, Fernando Henrique Pinto, baseada no artigo 226 da Constituição Federal, que autoriza a mudança de união estável em casamento, medida que agora também pode ser aplicada após o STF ter equiparado a união estável homossexual a uma entidade familiar, passando a ter os mesmos direitos que um casal heterossexual. O Ministério Público também deu o parecer favorável.

O casal registrou a união estável no dia 17 de maio, um dia depois de o STF ter reconhecido os mesmos direitos dos casais heterossexuais e 14 dias após darem entrada no pedido de conversão no cartório de registro civil.

A DECISÃO

  • Reprodução

“Um oficial registrou o pedido em um jornal, encaminhamos para um promotor de cidadania e posteriormente para um juiz da Vara da Família, que deu a sentença favorável. Estou muito feliz com esta decisão, pois fizemos o mesmo caminho que todo casal heterossexual faz quando recorre à Justiça. O trâmite foi normal, como o de um casal quando quer oficializar a união”, disse Luiz André.

Juntos em uma relação que já tem oito anos, Luiz André conheceu José Sergio em uma festa na casa de um amigo em Jacareí. Na ocasião, a paixão foi à primeira vista, segundo o comerciante, que lembra que o sentimento foi recíproco.

“Gostamos um do outro de imediato e começamos a namorar. Em um mês de relação ele (Sergio) veio morar comigo. Formamos um casal tranquilo e buscamos a felicidade como qualquer outro ser humano. Atualmente o pai dele, que está adoecido, e uma irmã moram conosco. Eles fazem parte da nossa família. Agora somos a família ‘Sousa Moresi’.”

Planos
Está nos planos do casal o sonho de comprar uma casa própria. Luiz André conta que já pensa juntar a sua fonte de renda com a fonte do seu marido para comprar uma casa e compartilhar o plano de saúde.

“Temos os mesmos direitos. Agora vamos juntar nossas rendas para comprar uma casa. O reconhecimento do nosso casamento foi nossa primeira conquista, virão outras. Mas o mais importante é que servimos de exemplos para outros casais vivendo a mesma situação. Nossa vitória é dedicada a todos os militantes da causa gay.”

Para o seu marido, José Sergio, a decisão do juiz contribui para diminuir o preconceito da sociedade, mas ainda é preciso que o governo federal invista mais em campanhas educativas, criminalize a homofobia e combata a violência gerada pelo preconceito. “É uma decisão democrática e que respeita o ser humano”, disse.

A advogada de direito homoafetivo e autora do “Manual Prático dos Direitos de Homossexuais e Transexuais”, Sylvia Maria Mendonça do Amaral, destaca que o texto do juiz menciona princípios constitucionais, em especial o direito à igualdade e a proibição de discriminação quanto ao sexo. “Nosso país entrará para o seleto grupo de nações que autorizam o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.”

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/06/28/primeiro-casamento-civil-gay-do-brasil-acontece-hoje-em-jacarei-sp.jhtm

São Paulo tem a madrugada mais fria do ano

frio-noite-20110627JB Neto/AE

Paulistanos podem enfrentaram frio e chuva na madrugada desta terça-feira

A cidade de São Paulo registrou a temperatura média mais baixa do ano nesta madrugada de terça-feira (27), de acordo com informações do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). Os termômetros chegaram aos 6ºC em torno das 4h da manhã. Anteriormente, a menor temperatura registrada no ano havia sido 8,7°C, no último dia 11.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a capital paulista não registra temperaturas médias abaixo de 6°C desde 2003. Na região de Pirituba, os termômetros quebraram essa marca: chegaram aos 5ºC. Os recordes, no entanto, são registrados de acordo com a temperatura média da cidade.

O CGE informou ainda que a massa de ar frio deixa o tempo seco e estável nos próximos dias, favorecendo o retorno do sol para a capital paulista. As madrugadas, porém, prometem ser geladas. No período das tardes as temperaturas máximas devem oscilar em torno dos 20ºC e a umidade relativa do ar atinge mínimas próximas aos 40%.

Guarulhos chega a 4ºC

A Defesa Civil decretou estado de atenção na capital por baixa temperatura desde o início da noite de segunda (27).

Municípios da Região Metropolitana de SP também sofrem com a mudança nas condições do clima. Até à 1h30, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o frio estava em 4ºC, e em São Bernardo do Campo, em 9ºC.

No aeroporto de Viracopos, em Campinas, o termômetro marcava 5ºC.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/sao-paulo-tem-a-madrugada-mais-fria-do-ano-20110628.html


    Violência contra mulher vira tema de grafites de grupo feminista na Grande São Paulo

    publicado em 28/06/2011 às 05h57


    Na zona oeste da capital, Grif Maçãs Podres fez mural com nomes de Mércia e Eliza

    Do R7*
    muralbarragundaDaia Oliver/ R7
    Veja outras fotos de murais do grupo

    Grafite feito por grupo feminista Grif Maçãs Podres no muro da CPTM, próximo à praça Comandante Rafael Delgado Sozinho, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo


    Quem passa pela praça Comandante Rafael Delgado Sobrinho, próxima à estação Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, provavelmente já se deparou com o muro da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em que um enorme grafite contém o nome de mulheres que foram vítimas em alguns casos de ampla repercussão na imprensa: Mércia Nakashima, Sandra Gomide, Eloá Pimental, Eliza Samúdio. O que muita gente não sabe é que, ao invés de um protesto isolado, o desenho faz parte de um trabalho igualmente amplo de um grupo de “grafiteiras feministas”.

    Veja mais fotos do Grif Maçãs Podres

    Criado pelo Grif (Grupo Revolucionário de Integração Feminina) Maçãs Podres, o grafite faz parte do projeto chamado Arte pelo Enfrentamento da Violência Contra Mulheres, coordenado por Valéria Melki Busin da ONG Católicas pelo Direito de Decidir. Ana Clara Marques é integrante do grupo, junto com Patrick Monteiro e Fernanda Sunega.

    - A ideia [inicial] era de que devíamos organizar dois murais: um com a temática “mulheres pelo fim da violência”, e um segundo, “homens pelo fim da violência”, onde cada artista teria que desenvolver grafites que abordassem a luta contra a violência sofrida pelas mulheres.

    Segundo Ana, o painel da Barra Funda, feito por um total de oito artistas, foi concebido “por mulheres grafiteiras” como parte da campanha mundial “16 dias de Ativismo” pelo fim da violência contras as mulheres. Mas o grafite na zona oeste é apenas "um" dentro de um conjunto de obras das artista que decoram muros em vários pontos da Grande São Paulo.

    Zona leste e ABC

    Na estação da CPTM de Santo André, no ABC, foi feito o mural “homens pelo fim da violência”. Em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, três trabalhos protestam contra o fato de o principal suspeito do assassinato de Mércia Nakashima, Mizael Bispo, ainda estar foragido.

    - Nossa intenção é tornar visível o que geralmente é esquecido pelo grande público já que são tantas as mulheres mortas todos os dias no Brasil. Tentamos utilizar a linguagem artística como forma de manifestação social e conscientização, principalmente devido ao fato de as crianças responderem muito bem a este tipo de intervenção.

    Em relação aos casos dos assassinatos como o de Mércia Nakashima e de todos os outros nomes inscritos no mural, o grupo tem uma opinião bem formada. Para o Grif Maçãs Podres, esses crimes são a prova viva de uma sociedade machista.

    - Através do grafite, de alguma forma, nós nos posicionamos, denunciamos e reivindicamos a Justiça de um modo que, muitas vezes, a sociedade brasileira deseja que se atinja no país. A arte de rua é um instrumento capaz de sensibilizar as pessoas, independente da classe social, da raça, do gênero ou da religião. Temos que, de algum modo, dialogar também com os homens, pois a relação de violência está inserida na incapacidade masculina de lidar com as emoções de perda, e assim, nada é mais condizente do que usar a arte feminista para expressar nossas opiniões.

    *Colaborou Rodson Baldan, estagiário do R7

    http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/violencia-contra-mulher-vira-tema-de-grafites-de-grupo-feminista-na-grande-sao-paulo-20150608.html


      Pais se negam a vacinar filhos e apostam apenas em "vida saudável"

      publicado em 28/06/2011 às 05h58


      A falta de vacina foi uma das causas do recente surto de sarampo na Europa

      Felipe Maia e Camila Neumam, do R7

      http://i2.r7.com/alexandrepenna-hg.jpgArquivo pessoal

      Alexandre Penna e a mulher Mayra junto com os filhos na casa onde moram, no alto da Serra da Mantiqueira (SP). O casal não vacina os filhos por não acreditar na eficácia das vacinas


      A falta de adesão à vacinação é a principal causa do surto de sarampo na Europa, segundo as autoridades mundiais de saúde. No Brasil, a vacina contra a doença está disponível gratuitamente nos postos de vacinação, ao mesmo tempo em que uma campanha reforça a necessidade da dose em oito Estados e para quem for viajar ao continente

      De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), até abril deste ano 33 países europeus informaram ter, no total, 6.500 casos em 2011. Só a França teve 5.000. E no Brasil, 15 foram notificados, todos importados da Europa, segundo o Ministério da Saúde.

      No entanto, mesmo diante da ameaça de contrair doenças como essa, entre outras, alguns pais se recusam a vacinar seus filhos por diferentes razões.

      Desconfianças

      Famílias com alta escolaridade desconfiam da boa vontade do governo em fornecer vacinas. Segundo as famílias entrevistadas pelo R7, existem interesses de indústrias farmacêuticas e pouca informação sobre a composição das doses e de se há efeitos colaterais. Para elas, é melhor investir em hábitos saudáveis do que expor crianças às vacinas.

      É o caso da família do tradutor Alexandre Nogueira Penna , de 42 anos. Ele e a mulher Mayra Mayumi Moraes Penna nunca vacinaram os filhos André, de três anos, e Daniel de um ano e nove meses. Com um estilo de vida bastante natural, o casal segue a dieta macrobiótica (que prega a exclusão de carnes, ovos e laticínios do cardápio), que já foi repassada aos filhos.

      - Com esse estilo de vida, nós não ficamos doentes, mesmo quando em contato com a população das comunidades vizinhas. Eles só foram vacinados contra pólio; nunca mais vacinamos.

      Moradores do distrito de São Francisco Xavier, no Alto da Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, o casal tem o privilégio de oferecer aos filhos somente alimentos retirados de uma horta plantada no quintal de sua casa. E como a mãe fica em tempo integral com os pequenos em casa, tudo o que é consumido por eles é feito por lá, e o caçula ainda é amamentado.

      - Combinando uma série de elementos conseguimos viver sem vacinas. Nosso dinheiro deveria ser empregado em boa alimentação e informação, e não em remédios.

      A designer Ana Basaglia, de 44 anos, também criou os três filhos sem apostar na vacinação para preveni-los de doenças como o sarampo. Ela diz que quanto mais se informava sobre as vacinas, menos sentia confiança em levar os filhos aos postos de vacinação.

      - Eu não acredito na segurança das vacinas, eu não acho que saúde se garante tomando remédio preventivamente, prefiro investir em outros meios para ser saudável.

      Tanto que seu filho mais velho, Roberto, de 23 anos, foi o que tomou mais vacinas, diminuídas ao longo dos anos com as filhas Beatriz, de 17 anos, e com a caçula Gabriela, de 7, que só tomou vacina na maternidade por uma “bobeada”, como ela mesmo diz.

      Para Ana, faltam informações mais precisas acerca dos efeitos da vacinação oferecida pelo governo.

      - Precisa ser mais conversada essa questão. Acho que tem que ser uma escolha da família. O grande problema é que pouco se conversa. As pessoas não sabem que existem efeitos colaterais, prazo de validade, que elementos químicos ficam depositados no corpo.

      Assim como Alexandre, ela e sua família procuram adotar uma alimentação mais saudável e manter uma “vida regrada, com equilíbrio entre lazer, trabalho e descanso”.

      O sarampo é causado por um vírus que se propaga no ar. É uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa por meio das secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou mesmo respirar.

      Entenda como a doença afeta crianças e adultos

      Médicos ressaltam importância da vacinação

      Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, apesar da boa intenção, a alimentação saudável não garante a prevenção contra o sarampo e outras doenças infectocontagiosas.

      - Não é garantia que pessoas que comem direito não adoecem. Já que 90% dos casos de sarampo acontecem em indivíduos saudáveis.

      A infectologista pediátrica Helena Sato ressalta a importância das campanhas de vacinação, em especial a do sarampo, que conseguiu extinguir a doença do país.

      - Os dados e os números mostram que a estratégia de vacinação é muito importante – chegamos a 2011 e podemos dizer que eliminamos o sarampo [do país] com uma vacina que está há mais de 40 anos no calendário. Nós fazemos campanhas sistemáticas de vacinação há 24 anos, e não há 24 horas. Não tem motivo para não vacinar.

      A médica pede cautela quanto às informações veiculadas sobre vacinas. Entre elas uma que causou grande polêmica. Uma pesquisa publicada na revista Lancet, nos anos 90, relacionou a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) com o autismo. Suas análises repercutiram e ainda são consideradas reais por muitas pessoas, mesmo tendo sido desmentidas publicamente neste ano. Uma das consequências da repercussão foi a queda brusca da vacinação na Europa.

      - Teve gente achando que a vacina contra o sarampo poderia estar associada ao autismo, mas isso não existe.

      Uma reportagem do jornal El Pais mostrou ainda que uma das principais causas da disseminação do sarampo na Europa é justamente a recusa da vacinação por famílias que participam de grupos antivacinação, o que para a infectologista pediatra Lily Yin Weckx, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), não passa de um prejuízo à saúde.

      - Lá fora nós temos esses grupos naturalistas que atuam contra a vacina e dá no que dá. O prejuízo é de todos, porque eles podem manter a circulação do vírus. De vez em quando essas doenças voltam na Europa por causa disso. No caso do Brasil isso não ocorre. Nós temos um dos melhores programas de vacinação.

      Já para Kfouri, a escolha pode indicar comodismo, já que atualmente o Brasil está em uma posição confortável quanto à eliminação de algumas doenças, graças à vacinação de grande parte da população.

      - É um exercício de não cidadania a meu ver você não proteger seu filho, seu paciente, porque essa pessoa uma vez infectada pode passar a doença para os outros, inclusive porque existem pessoas que não podem ser vacinadas, que é o caso de quem tem câncer e Aids.

      Para o presidente da Asbin, também não dá para acreditar que interesses comerciais estariam à frente na distribuição de vacinas no país, já que testes são analisados por cientistas idôneos.

      - Claro que existem interesses comerciais das indústrias em vender as vacinas, mas a comunidade científica só vai usar se tiver benefícios. Vale lembrar que elas são testadas em um monte de pessoas, mesmo em crianças e idosos, antes de serem autenticadas. E foi pelas vacinas que várias doenças que matavam milhares de pessoas foram extintas.


      R7 testou: cadeirante leva mais de uma hora para pegar ônibus no Rio

      Deficiente física leva 20 minutos a mais do que as pessoas sem deficiência para usar metrô

      Monique Cardone, do R7 | 28/06/2011 às 05h57
      Monique Cardone / R7
      vivianemacedo
      Viviane mora em Copacabana, na zona sul, e costuma ir três vezes por semana à Tijuca, zona norte


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      A maioria das pessoas que vivem no Rio de Janeiro demora, em média, de dez a 20 minutos para pegar um ônibus na cidade. Esta, porém, não é a realidade da deficiente física Viviane Macedo, 33 anos. O R7 acompanhou e constatou a dificuldade da cadeirante em usar o transporte público no Rio: uma hora para pegar um ônibus e 20 minutos a mais para usar o metrô.

      Viviane mora em Copacabana, na zona sul, e costuma ir três vezes por semana à Tijuca, zona norte. No metrô, as piores dificuldades são a dependência dos guardas para abrir a cancela da roleta e a demora no sistema de elevador da estação da Saens Peña.

      Mas é no ponto de ônibus que o desrespeito às leis e aos cadeirantes fica ainda mais evidente. O primeiro coletivo para o qual ela fez sinal passou direto e não parou. No segundo, o elevador estava com defeito. Já no terceiro, o motorista disse que estava adaptado, mas faria um caminho mais longo para chegar ao destino e não a aconselhava a entrar. Na quarta tentativa, após uma hora de espera, ela finalmente conseguiu embarcar.

      - Para não passar por todo esse constrangimento, eu prefiro não pegar ônibus e ir tocando a cadeira, mesmo passando pelo meio da rua quando as calçadas não têm rampas ou são esburacadas, do que me estressar desse jeito. É um absurdo.

      O destino de Viviane é a Escola Carioca de Dança, que fica na rua Barão de Mesquita, uma das piores vias para a cadeirante. A calçada é estreita e a cada 30 m, aproximadamente, tem um poste que impossibilita a passagem da cadeira de rodas. A única opção dela é disputar o espaço com os carros no asfalto.

      Viviane sabe do risco, mas não desanima e chega à escola de dança. É ali que realiza uma das atividades que mais gosta. Ela coloca o sapato, faz um aquecimento com o parceiro e dança. Neste momento, todas as dificuldades desaparecem e dão lugar aos ritmos que pratica: samba, zouk, salsa e bolero.

      Com o parceiro Luiz Cláudio Passos, Viviane é tetracampeã nacional em Dança Esportiva em Cadeira de Rodas. A poliomielite que a fez perder o movimento da perna quando tinha um ano e seis meses, não prejudicou o sonho de se tornar uma dançarina.

      Assista ao vídeo:


        Reveladoras imagens...

        segunda-feira, 27 de junho de 2011


        Num instante...


        Num instante...
        Dois pares de olhos se encontraram
        Dois desejos se casaram
        O tempo parou...
        Relógio quebrado.
        Travado.
        Que impedia o mundo de girar...

        Dois corpos se encontraram
        E eram duas tochas ardendo
        Uma alimentando a combustão da outra...
        Fogueira de desejo...
        Delírios, sussurros.

        Dois corpos que eram apenas um...
        Na grande fogueira do prazer
        infinito, indizível, inexplicável,
        Intangível...

        Era um desejo que cega, arrebata e aprisiona.
        Que consegue mesclar prazer e dor.
        Que rouba o chão, o sentido e a razão.
        E tudo isso, apenas
        Num instante...